F1

Próximos GPs até dão esperança, mas contar com pilha de vitórias da Red Bull é loucura

Para cumprir a meta de cinco vitórias em 2019, a Red Bull precisa tirar três da cartola nos últimos cinco GPs. É possível, mas nem a genialidade de Max Verstappen é garantia de salvação para uma equipe que começou a perder terreno

Grande Prêmio / VITOR FAZIO, de Berlim
Era fevereiro e o paddock da Fórmula 1 estava na ainda gélida Barcelona para a pré-temporada. A Red Bull, que muitos deixavam em segundo plano por conta do motor Honda, dava passos sólidos em quilometragem e desempenho. Tanto que o Helmut Marko, consultor da equipe, entrou na onda daquele meme do Palmeiras e, bem, empolgou: a equipe de Milton Keynes vai vencer cinco corridas esse ano, afirmou. Com cinco provas restando e dois triunfos na conta, ainda é possível chegar lá?
 
Considerando que três das últimas cinco etapas do calendário de 2019 – Estados Unidos, México e Brasil – tiveram Max Verstappen lutando ativando pelo alto do pódio em 2018, impossível não é. A Red Bull já venceu até em pista de alta velocidade – Red Bull Ring – recentemente e mostrou que pode se adaptar bem aos mais diferentes traçados. Só que dar uma resposta assim, simples e otimista, seria ignorar as últimas semanas da escuderia.
 
Basicamente, a Red Bull parece ter perdido algo nas férias da F1. Verstappen vinha das vitórias na Áustria e na Alemanha e de uma batida na trave na Hungria. Depois disso, não houve carro taurino ativamente brigando pela vitória. A desculpa das punições na Bélgica, na Itália e na Rússia serve apenas parcialmente – em Spa, Max largou em posição normal e bateu em Kimi Räikkönen; em Sóchi, a perda foi só de cinco posições. E, independente disso tudo, existe uma grande mancha: a inexplicável falta de ritmo no GP de Singapura, onde os taurinos costumam andar bem, culminando apenas em um terceiro lugar do holandês.
A Red Bull se mostrou apática após as férias de agosto (Foto: Getty Images/Red Bull Content Pool)
Comparando as performances da Hungria e de Singapura, ambos com pistas travadas, fica a sensação nítida de que algo se perdeu. Pode ser uma questão de as atualizações recentes não terem funcionado também, ou simplesmente de Verstappen não ter conseguido ser tão mágico quanto poucos tempos atrás – o que não é demérito algum, já que ninguém consegue ser mágico o tempo todo.
 
A questão acaba sendo que, para vencer, a Red Bull precisa de dias acima da média de Verstappen. Alexander Albon, por mais que dê passos sólidos, precisa se concentrar em conseguir o primeiro pódio da carreira antes de cogitar dar uma força na soma de vitórias.
 
A força de Verstappen pode assegurar uma ou até mesmo duas vitórias. Já seria uma surpresa, dado como a equipe perdeu gás recentemente. Agora, contar com três beira a inocência – Mercedes e Ferrari estão nitidamente mais fortes neste momento e travam uma briga particular para saber quem vive o melhor momento. À Red Bull restam as migalhas.
 
Marko provavelmente vai terminar o GP de Abu Dhabi, em 1º de dezembro, sem cumprir a promessa de fevereiro. Não será o fim do mundo, dado o que a Red Bull alcançou ainda nos primeiros passos ao lado da Honda. Seguindo o caminho certo e sem apressar as coisas, como fez a McLaren, o sucesso virá – e aí a tal magia de Verstappen talvez nem seja mais tão crucial assim.
 

 
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