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F1

Lauda justifica ordem para Hamilton deixar Rosberg passar em Hungaroring, mas reconhece: “Lewis estava certo”

Presidente não-executivo da Mercedes, Niki Lauda justificou que a ordem para que Lewis Hamilton deixasse Nico Rosberg passar em Hungaroring era uma tentativa de “compensar o que estávamos perdendo”. O ex-piloto reconheceu, porém, que o campeão de 2008 estava certo em não facilitar a ultrapassagem

Warm Up, de Hungaroring / EVELYN GUIMARÃES, de Hungaroring / JULIANA TESSER, de São Paulo
A cobertura completa do GP da Hungria no GRANDE PRÊMIO
As imagens do domingo da F1 em Hungaroring

Pela segunda vez na temporada 2014 da F1, a Mercedes viu seu domínio ser quebrado por Daniel Ricciardo. Com uma atuação impecável, o australiano não deu chances a Lewis Hamilton, que brilhou em Hungaroring, mas não conseguiu nada melhor do que o terceiro lugar.
 
A história do GP da Hungria começou a se desenhar ainda no sábado, quando Hamilton abandonou o treino classificatório ainda no Q1 com o W05 em chamas. Por conta do pequeno incêndio, a Mercedes foi forçada a trocar o chassi, o que obrigou Lewis a largar do pit-lane.
Niki Lauda admitiu que Hamilton acertou ao não deixar Rosberg passar (Foto: Getty Images)
 Aproveitando todas as oportunidades que se apresentaram, o britânico foi escalando o pelotão e, já na parte final da corrida, foi orientado a abrir caminho para Rosberg, que vinha com pneus mais macios. Hamilton não alterou seu ritmo e Nico tampouco tentou passar.
 
Lewis seguiu sua batalha e chegou a rodar em segundo, perseguindo Fernando Alonso pela ponta. Com bom ritmo, Ricciardo, que vinha em terceiro, deixou os ex-pilotos da McLaren para trás e garantiu seu segundo triunfo no ano.
 
Após a corrida, Niki Lauda, presidente não-executivo da Mercedes, destacou que a prova da Hungria foi muito diferente do esperado e, por isso, o time precisava tomar uma decisão diferente a cada minuto.
 
“A Mercedes está acostumada a estar na liderança e competir um contra o outro, mas esta corrida foi completamente diferente”, indicou. “A equipe estava sob um grande estresse, porque foi uma corrida muito difícil. A corrida, com o safety-car no início e a chuva, foi completamente diferente do que o imaginado. Quer dizer, a cada minuto você precisava decidir algo diferente”, continuou. 
 
“E o estresse da equipe fez com que pedisse a Lewis para deixar Nico passar porque ele estava com os pneus mais macios”, justificou. “Se Nico estivesse em uma posição para usar o DRS, com certeza ele o teria deixado passar. Mas Nico não chegou tão perto”, ponderou.
 
Por fim, Lauda ainda fez o exercício de se colocar na posição de Hamilton, que tem Nico como principal rival na luta pelo título de 2014, e reconheceu que o campeão de 2008 acertou ao não abrir caminho para a passagem do companheiro de equipe.
 
“'Por que eu devo parar agora no meio do circuito e deixar o meu colega passar?’ Ele está lutando pelo campeonato, de qualquer forma”, reconheceu. “Então, do meu ponto de vista, Lewis estava certo. E por que a ordem veio? Aconteceu porque tivemos de compensar o que estávamos perdendo”, concluiu.

 
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Hamilton fica “chocado” com ordem “estranha” da Mercedes
Na entrevista coletiva oficial da FIA depois da corrida, Hamilton se mostrou insatisfeito com o recado que recebera pelo rádio. Deixou claro que descumpriu o pedido da equipe porque, se permitisse que Rosberg o superasse naquele momento, perderia pontos em relação ao companheiro no campeonato. A diferença era de 14 pontos antes do GP da Hungria e, com o terceiro lugar do inglês e o quarto posto do alemão, caiu para 11.

 
Rosberg nega ter requisitado ordem de equipe e pedido passagem
A transmissão da TV mostrou um rádio no qual Rosberg perguntava para a equipe se Hamilton não ia deixá-lo passar. Mas o piloto disse após a prova que estava questionando sobre o tema porque fora avisado pelo time de que o inglês sairia da frente, por isso, queria confirmar a informação.

 
Wolff pensa que Rosberg poderia ter vencido na Hungria
O diretor-esportivo da Mercedes acredita que a equipe precisa reconsiderar a postura que adotou no início do ano. Na visão de Toto Wolff, não é mais possível deixar Hamilton e Rosberg completamente livres para disputar na pista. Dirigente não culpou o inglês pela derrota, mas disse que Rosberg poderia ter conquistado a vitória se o #44 cedesse a posição durante o GP da Hungria.

 

Opinião GP: Em pânico, Mercedes dá ordem, cria saia justa e ameaça interferir em disputa entre Hamilton e Rosberg pelo título

 
AS ORDENS DE EQUIPE INADEQUADAS voltaram ao noticiário do Mundial de F1. Dessa vez, por cortesia da Mercedes, que mandou Lewis Hamilton abrir caminho para Nico Rosberg durante o GP da Hungria deste domingo (27). Na tumultuada 11ª etapa da temporada, a equipe interpretou que teria mais chances de vencer em Hungaroring com a tática que estava sendo usada pelo alemão. Acontece que, para alcançar esse objetivo, o time precisaria que Hamilton não abrisse somente o caminho, mas também comprometesse sua posição na disputa pelo título — e foi aí que pegou mal. Naquele momento da prova, Hamilton estava em terceiro e tentando encontrar uma brecha para ultrapassar a Ferrari de Fernando Alonso  nenhum dos dois pretendia trocar pneus novamente. Já Rosberg teria, sim, de ir ao box para mais um pit-stop. Como o alemão estava mais rápido, a Mercedes queria dar-lhe a chance de atacar Alonso para então, com pista livre, ganhar tempo. 

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