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Stock Car

Serra vê lado cansativo, mas celebra chance de aprender com volume maior de corridas

Agora piloto oficial da Ferrari em competições de turismo, além de tricampeão da Stock Car, Daniel Serra tem calendário cheio na atualidade. Cansa, ele diz, mas pode aprender cada vez mais

Grande Prêmio / JULIANA TESSER, de São Paulo / FELIPE NORONHA, de São Paulo / PEDRO HENRIQUE MARUM, do Rio de Janeiro

O 2019 de Daniel Serra foi extremamente ocupado, e o 2020 promete ser da mesma maneira. O brasileiro, tricampeão da Stock Car, não só continua na categoria como, agora, é piloto oficial de competições de turismo da Ferrari. Ou seja: mais e mais viagens em seu calendário.

No último final de semana, por exemplo, ele esteve nos primeiros testes em Daytona. Isso semanas após garantir o tricampeonato na categoria brasileira, no mesmo ano em que venceu pela segunda vez as 24h de Le Mans e, também, por exemplo, Petit Le Mans.

Cansado? Serra diz que está, mas que o aprendizado e as oportunidades compensam. “Primeiro, é muito legal poder fazer dois programas, digamos assim, competitivos e de alto nível. Há alguns anos, eu comecei realmente a minha carreira lá fora, consegui ganhar as 24 Horas de Le Mans por duas vezes, esse ano (2019) consegui ganhar as 24 Horas de Le Mans pela Ferrari, ganhei Petit Le Mans agora dois meses atrás, quer dizer, foi um ano... eu não posso reclamar", comentou.
Daniel Serra (Foto: Duda Bairros/Stock Car)
"Título da Stock, 24 Horas de Le Mans, Petit Le Mans, foi um ano realmente muito bom. Acho que tem um lado bom e tem um lado que pode se tornar ruim se você não souber administrar. É sempre legal você poder estar andando em mais carros, principalmente se você está em um nível alto, porque você está se desenvolvendo, você está aprendendo."

"Lá fora, você pode mexer muito mais no carro, não é tão restrito como aqui, então a parte técnica sempre acaba melhorando, acaba aprendendo um pouco mais do que aqui, porque aqui a gente não pode mexer em muita coisa, a gente trabalha muito nos detalhezinhos do carro, mas lá você pode trocar uma peça, enfim, entender o que acontece no carro", seguiu Serra.
Daniel Serra (Foto: Cauê Moalli/Grande Prêmio)
Sobre o cansaço, ele destacou as tantas viagens para fora do país: "Mas, ao mesmo tempo, é cansativo. Acho que foram mais de 12 viagens internacionais, mais as corridas de Stock, mais as corridas de endurance que eu faço aqui, então, se eu não tiver tudo muito bem organizado, e, como eu falei, as pessoas certas trabalhando comigo para que todo esse trabalho consiga se desenvolver de forma fácil, é difícil."

"Quando você tem as pessoas certas trabalhando, você consegue delegar o que não dá para você fazer, e confiar, que é o que eu faço 100% com a minha equipe. O Meinha [Rosinei Campos, chefe de Serra na RC Eurofarma] sabe que dificilmente eu pergunto para ele o que tem no carro. Às vezes, ele quer me contar e eu digo: ‘Meinha, nem me fala’. O carro faz isso, você faz isso."

"Lá fora, eu também faço desse jeito. Eu acho que eu consegui me cercar com as pessoas certas para que eu consiga focar só no meu desempenho, porque, se não, seria difícil. Fazer tantas corridas seria ainda mais difícil", finalizou Serra.

À Stock Car, ele volta só em março, mês que recebe a Corrida de Duplas, abertura do campeonato de 2020, no dia 29. No calendário internacional, ele corre em Daytona no final de semana dos dias 25 e 26 de janeiro.


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