Stock Car

Nicolas Prost fala que Alain sentiu morte de Senna como se fosse alguém da família e cita “enorme respeito” entre ambos

Em coletiva da equipe Mico´s, Nicolas Prost falou do que lembra da rivalidade que seu pai teve com Ayrton Senna, contou que Alain Prost ficou bastante abalado com a morte do ex-companheiro e considerou normal a rivalidade que ambos mantinham por estarem sempre brigando por vitórias e títulos

Warm Up / GABRIEL CURTY, de São Paulo
No automobilismo brasileiro, as atenções estão voltadas para a corrida de abertura da temporada 2015 da Stock Car que acontece neste domingo em Goiânia. Além disto, a expectativa também é grande em torno da Mico´s, equipe de Júlio Campos e Antonio Pizzonia que vai contar com Bruno Senna e Nicolas Prost como convidados. Em coletiva da equipe nesta quarta-feira (18), em São Paulo, o filho do tetracampeão mundial Alain Prost comentou a relação entre seu pai e o tio de Bruno, Ayrton Senna. Para Nicolas, a rivalidade era natural para quem brigava sempre por vitórias dentro das pistas. O francês ainda comentou que lembra do dia da morte de Ayrton e de como seu pai ficou abalado com a notícia.
 
Nicolas contou que, mesmo com toda a rivalidade e as disputas, a reação de Alain Prost no dia do acidente fatal de Senna em Ímola era a de quem havia perdido um parente. 
 
“Lembro que meu pai ficou muito triste com o acidente do Ayrton. Ele parecia que tinha perdido algum parente”, declarou.
 
O filho do tetracampeão explicou que não lembra de boa parte das disputas entre os dois, já que era muito novo, mas garantiu que seu pai respeitava muito o brasileiro, já que eram rivais diretos por vitórias e títulos.
 
“Eu lembro mais apenas de 1993, meu pai tinha um respeito enorme pelo Ayrton. Ele sabia que era o único que poderia batê-lo”, disse.
Nicolas Prost  falou do relacionamento do pai, Alain, com Ayrton Senna nos tempos de F1 (Foto: Reprodução/Twitter)
Para o parceiro de Campos na corrida em duplas da Stock Car, a rivalidade entre os dois era normal pelo tempo que passaram brigando por vitórias. Prost exemplificou citando outros relacionamentos pouco amigáveis, como os de Lewis Hamilton com Fernando Alonso na McLaren em 2007 e do inglês com Nico Rosberg na Mercedes em 2014.
 
“As pessoas precisam entender que não é fácil manter uma boa relação com tanta disputa na pista. Se Hamilton e Rosberg e Hamilton e Alonso estavam daquele jeito em apenas um ano, imagina como era para eles que brigaram por sete, oito anos nas pistas. Lembro dele muito chocado com tudo que havia acontecido”, completou.
 
Alain Prost e Ayrton Senna foram companheiros de equipe por dois anos na McLaren, mas a rivalidade continuou com o brasileiro permanecendo no time britânico e o francês seguindo para a Ferrari e depois para a Williams.