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Stock Car

Gomes culpa push-to-pass por perda de liderança e diz que teria “grandes chances” se corrida não fosse de duplas

Marcos Gomes andou bem em sua estreia na Voxx. Disse que o carro estava perfeito e que o segundo lugar é bom para o campeonato, mas não deixou de dizer que, não fosse Mark Winterbottom mais lento que Néstor Girolami, talvez tivesse vencido em Goiânia. Já Winterbottom elogiou a equipe, pela qual andou a segunda vez, e permaneceu aberto a voltar em 2016

Warm Up, de Interlagos / RENAN DO COUTO, de Interlagos / PEDRO HENRIQUE MARUM, do Rio de Janeiro
No final das contas, Ricardo Maurício e Néstor Girolami acabaram saindo de Goiânia, neste domingo (22), com a vitória da Corrida de Duplas da Stock Car. Mas na segunda colocação, Marcos Gomes e Mark Winterbottom tiveram sua chance. Chegaram a liderar, mas acabaram superados num momento de escorregada de Gomes, que justificou como um erro do push-to-pass, que demorou a funcionar quando acionado. O novo piloto da Voxx ainda disse que poderia ter ganho, caso não fosse uma prova em duplas.
 
Gomes contou que no momento em que liderava, acionou o push-to-pass na entrada da curva, mas o sistema só funcionou quando ele já estava no meio da reta e acelerando com um jogo de pneus gasto, o carro acabou forçando uma saída de traseira. Foi nessa hora que o #90 de Maurício passou para não perder mais.
 
"Tive um problema com o push-to-pass na entrada da reta. Ele entrou um pouco depois do que eu queria, aí entrou duma vez quando eu estava com o pé embaixo e com o pneu já velho. O carro deu uma traseirada", contou Gomes ao GRANDE PRÊMIO
 
"Eu não tinha o que fazer. Depois eu tinha um ritmo melhor, já estava colado nele para passar, mas a gente teve que entrar no boxe. Mas acho que não ia ter como segurá-los de qualquer jeito. Acho que o Girolami estava mais rápido que o Mark. Segundo está ótimo para o campeonato", ponderou.
Maurício sendo seguido de perto por Marcos Gomes (Foto: Fernanda Freixosa/Vicar)
O piloto do carro #80 terminou avaliando que Girolami era mais veloz que Winterbottom e, caso fosse uma corrida normal, teria mais chnces de vencer. 
 
"Meu primeiro contato com a equipe, primeira corrida com a equipe nova. O carro estava perfeito, se não fosse corrida de duplas, eu talvez tivesse grandes chances de vencer. Agora vamos para a próxima e vamos disputar o campeonato", encerrou.
 
Para o australiano Winterbottom, as coisas foram mais suaves. Em seu segundo ano como convidado da Voxx, ele não precisou sair do meio do pelotão e se digladiar por posições, como em 2014. Assumiu em segundo, tentou atacar Girolami, mas sofreu com os desgastes dos pneus. Então, tornou-se uma questão de administrar a colocação.
Gomes e Winterbottom tiveram boa performance (Foto: Duda Bairros/Vicar)
"Foi um bom resultado para o time. Tínhamos uma chance, saindo dos pits eu estava muito rápido, mas então os pneus se desgastaram rápido. Segundo lugar foi o que deu. Tenho que estar feliz. É ótimo voltar, o time é muito bom e eu me diverti muito", disse ao GP.
 
"Ano passado, passei vários carros; esse ano, guiei sozinho. Foi bem relaxado. Mas é bom ter o mesmo time, saber como eles operam. E são um grupo muito legal de pessoas. A preparação para a corrida foi igual, mas a corrida foi diferente, com aquele drama de estar disputando um pódio. É legal ganhar um troféu, espirrar um champagne e o pessoal está feliz", seguiu.
 
Sobre se pretende voltar para um terceiro ano na Corrida de Duplas, Winterbottom mostrou estar aberto à ideia. 
 
"Sim! É uma grande corrida. É um grande esforço vir aqui, porque é um voo muito longo e eu tenho uma esposa e dois filhos, então às vezes é difícil viajar. Mas vamos ver o que acontece. É bom fazer duas vezes. Ano passado fui quarto, esse ano fiquei em segundo. Queria um bom resultado. Eles talvez não me chamem. Mas, sabe, o fim de semana foi bom, a classificação foi ok e a corrida foi tranquila. Então, vamos ver", concluiu.