Stock Car

Chefe da Full Time vê “sinergia” com Barrichello em estratégias: “Ele acredita bastante”

Após mais uma vitória em corrida 2 na temporada, a quarta do ano, Maurício Ferreira foi questionado sobre o entrosamento com Rubens Barrichello, piloto da Full Time que comanda - já que quase todos esses triunfos vieram na base da estratégia

Grande Prêmio / FELIPE NORONHA, de São Paulo

Das quatro vitórias de Rubens Barrichello na temporada 2019 da Stock Car, três vieram da mesma forma: a estratégia de parada tardia na corrida 2, para voltar à frente dos rivais. 

E com quem Barrichello pensa tal estratégia? Com o chefe da Full Time, equipe a qual defende: Maurício Ferreira. Então o GRANDE PRÊMIO foi ao encontro do dirigente, após a nova vitória no Velopark, para questioná-lo sobre isso. 

"É óbvio que essa sinergia vem de tempos trabalhando juntos. Quando você chega à sétima temporada trabalhando junto, ela vai cada vez mais afinando e você vai entendendo", comentou Ferreira.

"Costumo dizer que os pilotos têm a visão limitada a 180 graus - o que enxerga melhor. Nós (chefes) temos 360 graus. Costumo dizer isso. Então deixa a gente participar para contribuir. E ele acredita bastante, foi adquirindo confiança, a gente foi entrosando", seguiu.
Rubens Barrichello nos boxes da Full Time (Foto: Carsten Horst)
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O uso de tal estratégia colocou o #111 em quarto na atual temporada até aqui, com 206 pontos, a 39 do líder Ricardo Maurício. Ferreira, porém, garante que o objetivo é passar a vencer a corrida principal das rodadas duplas, também.

"O resultado vem quando consegue eficência, mas nem sempre dá certo. Mas a gente não luta pela 2. A gente, na verdade, vem buscando salvar a pontuação do campeonato, para a gente se manter vivo. O ideal é fazer pole e ganhar corrida 1 - esse é nosso objetivo e vamos trabalhar para isso."
Maurício Ferreira, chefe da Full Time (Foto: Duda Bairros/Stock Car)
Por fim, ele apontou motivos para que, na verdade, as vitórias com as paradas tardias sejam mais coincidência do que predileção: "Acho que depende de uma série de coisas: depende do circuito, depende do pneu, depende do consumo de combustível, depende do 'gap', depende do trânsito... Não é uma questão de ser sempre assim."

"Mas a maior parte das vezes a gente tem tido sucesso dessa forma, acho que é uma coincidência. Mas existem pistas que talvez você tenha que parar cedo, inclusive, para ter uma melhor performance", concluiu o chefe de equipe.

A Stock Car volta à ativa entre 18 e 20 de outubro com a disputa da nona etapa do campeonato no Autódromo Zilmar Beux, em Cascavel. O GRANDE PRÊMIO cobre 'in loco' a temporada 2019 com o repórter Felipe Noronha. Siga tudo aqui.

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