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Rali

Vice em 2015, Gonçalves cai e morre durante especial do Dakar

Vice-campeão do Dakar nas motos em 2015, Paulo Gonçalves, de 40 anos, sofreu uma parada cardíaca após acidente durante a especial disputada neste domingo (12). Português foi socorrido e levado ao hospital depois de ter sofrido a queda, mas não resistiu

Grande Prêmio / Redação GP, de Campinas
O motociclista português Paulo Gonçalves, de 40 anos, morreu durante a especial deste domingo (12) do Dakar 2020. O piloto sofreu uma queda no km 276 do trecho entre Riad e Wadi Al Dawasir. Depois do acidente, Paulo ainda teve uma parada cardíaca. Após anos correndo pela Honda, o luso disputava o maior rali do mundo deste ano representando a marca indiana Hero.
 
Gonçalves ocupava a moto #8 e era o 46º na classificação geral. Os organizadores do Dakar foram alertados do incidente às 10h08 no horário local. Um helicóptero chegou oito minutos depois e encontrou o português inconsciente. Ele foi levado ao Hospital Layla, onde foi declarado morto, tornando-se a 29ª vítima fatal na história do Dakar, a primeira desde o polonês Michal Hernik, em 2015.
Paulo Gonçalves (Foto: Honda)
Com 40 anos de idade, Paulo Gonçalves participava do Dakar pela 13ª vez. Sua estreia foi em 2006. O luso terminou no top-10 na classificação final em quatro oportunidades, incluindo o vice-campeonato em 2015, perdendo para Marc Coma, e a liderança em 2016 até a chegada do dia de descanso. Contudo, abandonou no 11º estágio.

Além de competir no Dakar, Gonçalves era muito conhecido por suas campanhas em ralis cross-country, com direito ao título mundial da FIM em 2013. Em 2014, conquistou o título do Rali dos Sertões, a principal prova off-road do Brasil.

Em entrevista ao site do Dakar antes do início da fatídica competição, o piloto falou sobre o desafio de competir na Arábia Saudita e a troca da Honda pela Hero. Gonçalves era um dos poucos pilotos que teve a oportunidade de correr nas três eras do rali mais famoso do mundo: África, América do Sul e Oriente Médio.

"É um grande desafio para todos e um novo capítulo para mim. Depois de cinco grandes temporadas com a Honda, venci várias corridas e conquistei o título mundial. Fui segundo no Dakar em alguns estágios, agora fui para a Hero e estou animado pelo desafio. De vez em quando, você precisa fazer mudanças", disse o piloto.

Compatriota de Gonçalves, o piloto Bernardo Vilar deu um depoimento emocionado em entrevista à emissora lusa RTP nesta manhã. “O Dakar é a prova mais perigosa do mundo. Este ano é a prova disso mesmo. Paulo Gonçalves fica para a história. Esteve perto de ganhar o Dakar várias vezes”, comentou.
 
“O Paulo era muito forte, muito forte. Todo mundo o conhecia por isso. Ele começou no motocross, que é uma modalidade muito exigente, e há muitos anos era um piloto profissional. Ou seja, há muitos anos que não fazia nada na vida a não ser se preparar para correr. O Paulo estava extremamente bem preparado. Era um dos pilotos mais fortes da competição”, disse Vilar.

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