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Rali

Varela e Gugelmin vencem 8ª especial “bem ao nosso estilo” nos UTVs do Dakar

A dupla campeã do Rali Dakar em 2018 nos UTVs vai se recuperando a cada etapa de um início complicado na maior prova cross-country do mundo. Reinaldo Varela e Gustavo Gugelmin fecharam a oitava especial, disputada em laço na cidade de Wadi Al-Dawasir nesta segunda-feira (13), com a vitória na categoria, a primeira dos brasileiros no Dakar 2020

Grande Prêmio / Redação GP, de Sumaré
Pouco a pouco, a dupla brasileira formada por Reinaldo Varela e Gustavo Gugelmin vai se recuperando bem depois de um início dos mais difíceis na edição 2020 do Rali Dakar. Nesta segunda-feira (13), a tripulação alcançou sua primeira vitória em especiais na Arábia Saudita. Campeões em 2018 e terceiros colocados no ano passado, Varela e Gugelmin subiram, com o triunfo na oitava especial do Dakar 2020, em laço na cidade de Wadi Al-Dawasir, para a décima colocação na classificação geral do maior rali do mundo.
 
Varela e Gugelmin, na verdade, terminaram a disputa em segundo lugar na especial de 474 km, 2min27s atrás do norte-americano Mitchell Guthrie. O dono do UTV #412, contudo, não faz mais parte da disputa geral da prova por fazer parte da Dakar Experience, uma fórmula que permite a um competidor que abandonou o rali retornar à prova apenas pela experiência da competição, porém não mais brigando pelo título. Assim, Varela e Gugelmin ficaram com a vitória na etapa.
 
O resultado do dia comprova a escalada dos brasileiros na competição. 37º na classificação geral depois do caótico primeiro dia de Dakar, Varela e Gugelmin foram subindo a cada especial e, restando quatro etapas para o desfecho da prova, agora ocupam um lugar no top-10.
Reinaldo Varela e Gustavo Gugelmin no Rali Dakar 2020 (Foto: Marian Chytka)
“Essa especial foi bem ao nosso estilo, mesclando velocidade e trecho nos quais a navegação do Gustavo sempre faz a diferença”, destacou Varela ao elogiar seu navegador durante uma etapa marcada por altas velocidades no deserto saudita.
 
“Andamos forte quando era possível e fomos ágeis na hora em que precisamos. Nosso UTV, um Can-Am Maverick V3, foi novamente um guerreiro — resistiu bravamente à pancadaria constante. É uma combinação muito boa em uma corrida longa, cansativa e cheia de adversidades como tem sido esse Dakar”, ressaltou o piloto.
 
Nesta terça-feira, o Dakar começa a entrar numa nova fase com a disputa daquela que promete ser uma duríssima especial entre Wadi Al-Dawasir e Haradh. Um dia que promete ser cansativo com quase 900 km percorridos, sendo 476 km de deslocamento e 410 de especial.
 
Gugelmin descreveu o que espera desta nona especial do Dakar 2020. “A informação que temos é que deve ser o trecho com menos extensões de areia. Mas isso não quer dizer que será mais fácil”, explicou.
 
“Neste Dakar, a maior dificuldade tem sido justamente fora das dunas, com a quantidade e o tamanho das pedras — algumas delas capazes de destruir o carro em uma batida ou fazê-lo capotar, como já aconteceu várias vezes nos últimos dias”, acrescentou o navegador.
 
“Só amanhã vamos saber exatamente o que nos espera”, concluiu o catarinense.

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