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Lito Cavalcanti lembra ‘horário massacrante’ e diz: vida fora da Globo 'está legal'

Depois de 24 anos ininterruptos, Lito Cavalcanti foi dispensado do Grupo Globo em dezembro do ano passado, um dia depois da corrida que encerrou a temporada da Stock Car. Foi o fim de um ciclo e o início de outro para o jornalista, que conta como está sendo seu novo momento na profissão e na vida como um todo ao GRANDE PREMIUM

Grande Prêmio / Redação GP, de Sumaré
Um dia depois do desfecho da temporada 2018 da Stock Car, realizado em Interlagos no dia 9 de dezembro, Lito Cavalcanti teve encerrada sua trajetória no Grupo Globo depois de 24 anos. Neste período, o jornalista tornou-se uma das principais vozes da emissora no esporte a motor como comentarista das transmissões não apenas da F1, mas da Stock Car e até da Indy, dividindo muitas vezes a cabine com o narrador Sérgio Maurício, de quem tornou-se amigo.
 
O fim de um ciclo fez com que Cavalcanti iniciasse uma nova fase na sua longa trajetória de mais de 50 anos como jornalista. Alinhado com os tempos atuais, hoje Lito tem um podcast e também um canal no YouTube, além de agora desempenhar a função de blogueiro no UOL, escrevendo principalmente sobre F1.
 
Na série Grandes Entrevistas, no GRANDE PREMIUM, Lito falou a Pedro Henrique Marum sobre como lidou com a forma como foi dispensado pela emissora. 
Lito Cavalcanti (Foto: Arquivo Pessoal/Facebook)
“Não foi bem encaminhado pela Globo. A maneira como foi colocado, num dia posterior à corrida da Stock que ia ser meu último dia de atividade [em 2018], ligaram e perguntaram se eu podia ir à redação no dia seguinte. Quis saber se seria demitido, disseram que era melhor ir até lá, mas tinha ficado claro. Falaram que eu não tinha feito nada errado, era questão da idade. Idade? Mas tudo bem, não tem mágoa alguma na relação”, contou Lito.
 
“Fiquei 24 anos lá dentro, os 23 primeiros foram um paraíso. No 24º, com esse takeover da Globo, o ambiente estava mudando. Nós vimos que isso estava se formando, a gente sabia que ia haver uma mudança dos cargos. Já tinha acontecido na 'Folha', no 'Estadão', e isso sempre dá em corte, é o mercado se estreitando”, lamentou.
 
Fora da TV, sobra tempo para uma vida mais regrada. Agora septuagenário, Lito está reaprendendo como é viver normalmente. E é gostoso, ele está descobrindo.
 
“Aquele horário era massacrante. As transmissões eram feitas no Rio, 21 corridas, mais 12 de Stock. Tirando o que era em São Paulo, dava mais de 30 viagens por ano. Poder retomar o ritmo de vida normal: eu gosto de nadar, estou podendo ir aos meus horários da natação. Uma vida com certa regularidade de horários eu não tinha há quase 25 anos, então está sendo legal, eu estou gostando”, revelou Cavalcanti.
 
Dentre as pessoas com quem conviveu nos tempos de Grupo Globo, Lito menciona Sérgio Maurício como um amigo que ganhou e também dos muitos gostos em comum que tem com o narrador.

Leia na íntegra a entrevista com Lito Cavalcanti no GRANDE PREMIUM.

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