Schwantz fala em opção inadequada para Suzuki e compara Iannone com Kocinski: “Nunca queria trabalhar duro”

Kevin Schwantz voltou a criticar Andrea Iannone e considerou que o italiano não é uma opção adequada para a Suzuki. Campeão de 1993 comparou o #29 com John Kocinski, a quem rotulou como alguém que “nunca queria trabalhar duro”

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Kevin Schwantz voltou a criticar Andrea Iannone. O campeão de 1993 das 500cc avaliou que o #29 não é a pessoa certa para a Suzuki e comparou o italiano com John Kocinski, a quem se referiu como alguém que “nunca queria trabalhar duro”.
 
Dispensado pela Ducati, Iannone foi escolhido pela Suzuki para substituir Maverick Viñales, mas nunca correspondeu às expectativas a bordo da GSX-RR. Além disso, Andrea, como piloto mais experiente do time, foi encarregado de escolher o motor do ano passado, mas cometeu um erro nesse processo que acabou por afetar a performance do time ao longo de todo o ano.
 
Kevin Schwantz volta a atacar Andrea Iannone (Foto: GEPA pictures/Gold & Goose)

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Agora, Kevin questiona o papel de Iannone como desenvolvedor e cita a passagem pela Ducati, quando Andrea fazia dupla com Andrea Dovizioso.
 
“Sigo dizendo que Iannone não é a opção adequada para a Suzuki”, disse Schwantz. “Na Ducati, ele tinha o cenário perfeito, com o melhor piloto desenvolvedor. Ele podia fazer merda durante todo o fim de semana, não testar nada e aí chegar e dizer: ‘Me dá o que o Dovi tem. Serei mais rápido do que ele’”, seguiu.
 
“Isso mesmo é o que [Wayne] Rainey explicava de [John] Kocinski. Nunca queria trabalhar duro e só dizia ‘vou com o que Wayne gostar’”, contou. “Não, você tem de resolver por si mesmo”, defendeu.

Americano de Little Rock, Kocinski disputou as 500cc entre 91 e 99, defendendo Yamaha, Suzuki, Cagiva e Honda. No total, John conquistou quatro vitórias e 19 pódios, tendo como melhor resultado os terceiros lugares nos campeonatos de 92 e 94.
 
O campeão de 1993 avaliou que Dani Pedrosa, por exemplo, segue na Honda por sua capacidade como desenvolvedor, mesmo que não tenha conseguido o título da MotoGP. 
 
“Creio que a razão pela qual Dani manteve seu lugar na Honda é por sua capacidade como desenvolvedor. A Honda está preocupada porque [Marc] Márquez está no limite o tempo todo e, talvez, seu ponto de vista não seja de tudo como deveria ser, por isso o mantém um ou dos anos mais”, ponderou. 
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