MotoGP

Petrucci lamenta ritmo na Alemanha e diz que “chegamos ao limite da moto”

Danilo Petrucci não ficou feliz com o ritmo que a Ducati apresentou no GP da Alemanha. O italiano lamentou a enorme desvantagem para o vencedor Marc Márquez, mas ressaltou que nenhum piloto da marca poderia fazer mais, já que atingiram o limite da Desmosedici

Grande Prêmio / Redação GP, de São Paulo
Danilo Petrucci saiu bastante insatisfeito do GP da Alemanha. Cruzando a linha de chegada em quarto, o italiano lamentou a grande desvantagem que apresentou para Marc Márquez, ressaltando que a Ducati não podia fazer mais do que o apresentado.
 
As coisas já começaram a se complicar no sábado. Na classificação, enquanto Andrea Dovizioso sequer conseguiu avançar do Q1, alinhando apenas em 13º, o #9 saiu de 11º, a quarta fila do grid. Jack Miller, o melhor representante da marca, foi o quinto.
 
Na corrida, então, os companheiros do time de fábrica chegaram a batalhar na pista, com Petrucci levando a melhor e sendo o quarto, enquanto o #4 foi quinto. E no resultado final, terminaram 16s atrás do vencedor da Honda.
 
Ao avaliar a forma da esquadra de Borgo Panigale, o italiano lamentou não conseguir extrair mais da Desmosedici, já que chegaram ao limite. “Tomávamos mais de 0s5 de Márquez a cada volta. Tínhamos 16s no total, o que poderia ser ainda mais. Obviamente não estamos felizes com isso, mas Andrea, Jack e eu estamos trabalhando duro”, pontuou.
Danilo Petrucci (Foto: Ducati)
“Estamos fazendo tudo o que é possível. Até mesmo brigando entre nós, parece, para mim, que demos a eles todas as voltas, mas, em minha opinião, chegamos no que é o limite da moto. Ninguém consegue fazer mais. Mesmo Jack, que largou da segunda fila, terminou atrás de nós. Acho que fazer mais do que isso é difícil”, seguiu.
 
Ao ser questionado se existem responsáveis por isso, Danilo disse que “também me coloco entre os responsáveis. Gostaria de fazer mais, e gostaria que todos fizessem mais em casa, também”, explicou.
 
“Agora, temos alguns dias de folga e, após um pouco de descanso, quero começar a trabalhar ainda mais duro porque quero recuperar. Quero acreditar novamente que qualquer coisa ainda pode acontecer”, continuou.
 
“O que preocupa é a diferença de hoje, que foi muito grande. Vencemos em duas pistas onde éramos favoritos, como Catar e Mugello, mas tanto Dovi como eu conseguimos apenas nos últimos metros, brigando até o final”, completou.
 
Petrucci ainda explicou que sempre se baseou no colega para se adaptar à Ducati, já que pilotam de forma semelhante. “Dovi sempre foi minha referência desde que cheguei na Ducati”, comentou. 
 
“[Andrea] Iannone também era bastante forte com essa moto, assim como Jorge [Lorenzo], mas ambos tinham estilos de pilotagem que são bem diferentes do meu, que é mais como o de Dovizioso. Ambos tiramos vantagens das melhores características da moto, que é aceleração e frenagem”, ressaltou.
 
Por fim, o piloto comentou o que pretende fazer durante as férias do Mundial. “Essas férias vão me ajudar a me resetar das duas últimas corridas que foram terríveis, sem dúvidas, mesmo que queira adicionar Barcelona na lista, porque acho que foi um golpe para o campeonato”, falou.
 
“Vou usar os dias para descansar, mas também trabalhar, para recuperar o máximo possível. Ainda há metade do campeonato e, como disse, gostaria de terminar no top-3”, encerrou.
 
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