MotoGP

Guia MotoGP 2018: Morbidelli, Lüthi, Nakagami, Siméon e Syahrin chegam à MotoGP com patamar elevado para novatos

Começar um novo emprego sempre dá um frio na barriga, ainda mais se esta colocação for pilotar uma moto na classe rainha do Mundial de Motovelocidade. E Franco Morbidelli, Thomas Lüthi, Takaaki Nakagami, Javier Siméon e Hafizh Syahrin terão que cumprir este papel em 2018

Warm Up / NATHALIA DE VIVO, de São Paulo
Cinco homens, cinco nomes e um só destino: a estreia na MotoGP. Seja por resultados expressivos ou por um aporte financeiro de respeito, todos foram promovidos e chegam rodeados de expectativas e promessas.

No entanto, o debute do quinteto será cercado de alguma pressão e acompanhado com olhares críticos. Afinal, todos receberam a promoção de suas vidas exatamente um ano após Johann Zarco passar a defender a Tech3. O francês chegou brilhando e chamou a atenção já em sua primeira corrida na divisão principal.

Em sua temporada de estreia, o #5 apareceu constantemente no top-10, pontuou com regularidade e alcançou o pódio em três oportunidades. Chegou a brigar por vitórias e terminou o ano em sexto na classificação, conquistando o troféu de melhor estreante do ano e ficando com a melhor posição de um piloto de equipe independente.
Tom Lüthi e Franco Morbidelli (Foto: Marc VDS)
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Mas, sejamos justos, entre os estreantes de 2018 existem nomes de peso e que já mostraram que tem tudo para abocanhar bons resultados e justificar o salto que deram da classe intermediária para a rainha.

A começar, claramente, por Morbidelli. O ítalo-brasileiro chega à MotoGP após conquistar o título de 2017 da Moto2. Mostrando alto nível durante toda a temporada, o titular da Marc VDS teve bom desempenho durante os treinos pré-temporada e tem tudo para seguir evoluindo ao longo do ano.

O #21 vai defender a estrutura belga ao lado de Thomas Lüthi, rival pelo título da Moto2 no ano passado. Durante todo o campeonato passado, o suíço tentou constantemente bater o pupilo de Valentino Rossi, mas teve de se contentar com um vice-campeonato. Agora, após 11 anos na classe intermediária, o desafio será se adaptar ao ritmo da MotoGP, algo com que ele já mostrou estar preocupado.
“A experiência ajuda, mas o salto das 250cc para a Moto2 foi mais simples do que o que estou enfrentando agora”, declarou Lüthi durante um evento da Marc VDS.

Takaaki Nakagami, por sua vez, foi promovido em grande parte mais por ser japonês do que pelos resultados obtidos na classe intermediária, mas tratou de silenciar os críticos ainda na fase de testes, ganhando, inclusive, o apoio público de Cal Crutchlow, parceiro de LCR. Em um cenário como esse, o #30 definiu: “O título de novato do ano é, sem dúvida, a minha meta”.
Takaaki Nakagami (Foto: Divulgação/MotoGP)
Entre todos os novatos, Xavier Siméon é o claro caso de que dinheiro falou mais alto do que qualquer talento. Sem grandes resultados em 2017, terminou o ano apenas em 23º no Mundial de Moto2. No entanto, o belga foi pegando o jeito da moto e, ao longo dos testes no Catar, a última bateria do ano, foi quem mais evoluiu.

Por fim, Hafizh Syarin foi quem mais tarde recebeu a notícia de seu salto para a elite da motovelocidade. Confirmado no final de fevereiro para substituir Jonas Folger ― que decidiu não correr para lidar com os efeitos da Síndrome de Gilbert, uma doença diagnosticada no ano passado ―, o malaio mostrou bom desempenho durante os testes coletivos e conquistou a indicação de Hervé Poncharal ainda que o passaporte da Malásia não fosse lá muito atrativo para todos os patrocinadores da esquadra francesa.

Quaisquer que sejam os currículos e a experiência profissional de cada um deles, os cinco estreantes têm uma missão duríssima pela frente, uma vez que, feliz ou infelizmente, serão comparados a Zarco, que jogou o sarrafo lá para cima com uma atuação próxima do impecável em seu ano de estreia em uma equipe satélite da MotoGP.