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MotoGP

Chefe da Honda nega incômodo com Lorenzo na Yamaha: “É a vida”

Alberto Puig defendeu a decisão da Honda de liberar Jorge Lorenzo do contrato de dois anos na metade do tempo. O chefe da Honda negou que esteja incomodado com o acerto do #99 com a Yamaha

Grande Prêmio / Redação GP, de São Paulo
Depois de Jorge Lorenzo agradecer publicamente a Honda por ter tido a chance de voltar para os braços de seu primeiro amor ― a Yamaha ―, chegou a vez de Alberto Puig falar. E o chefe da Honda não se mostrou incomodado com o acerto entre o #99 e a rival de Iwata.
 
Lorenzo estreou pela Honda no ano passado com um contrato de dois anos, mas, em baixa, optou pela aposentadoria no fim de 2019. Meses depois, o espanhol de Palma de Maiorca foi anunciado como piloto de testes da Yamaha.
 
Falando à imprensa durante o teste da MotoGP na Malásia, Puig defendeu a decisão de liberar Jorge, já que a Honda não obrigaria ninguém a correr contra vontade.
Alberto Puig (Foto: Reprodução)
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“Em relação a Jorge, temos de esclarecer uma coisa e entender o que aconteceu”, disse Puig. “Nós não quebramos o contrato com Jorge, que era de dois anos. Mas quando um piloto vem até você e diz que quer parar, pois está com medo de se machucar e, de novo, que não acha mais a motivação para pilotar, você só pode responder a ele: ok, então para”, seguiu.
 
“Eu disse muitas vezes: Lorenzo tinha um contrato de dois anos, mas quando ele me explicou que não se sentia bem com a nossa moto e estava com dificuldades fisicamente, a Honda só podia aceitar o fato”, comentou. “Nosso esporte é perigoso. Você não pode dizer a um piloto: você tem um contrato, então pilote! A Honda jamais faria uma coisa dessas. Nós não podíamos forçá-lo a correr e arriscar se machucar se ele não estava pronto”, ponderou.
 
Mesmo com a mudança de Lorenzo para a Yamaha, Puig segue confiante de que a Honda “fez a coisa certa”.
 
“Jorge, no entanto, se aposentou em Valência. Nós todos estávamos lá. Aí, por alguma razão, ele mudou de ideia e nós temos de respeitar isso. Naquela hora, porém, ele tinha decidido parar”, declarou. “Do nosso ponto de vista, nós fizemos a coisa certa. Enquanto ele esteve conosco, fizemos tudo que podíamos, apesar de, claramente, não ter sido o suficiente, mas todos, inclusive eu, demos tudo. A Honda fez a coisa certa”, insistiu. 
 
“Se Jorge decidiu testar pela Yamaha, é a vida. Não interferimos. Todos podem fazer o que quiserem com a própria vida”, ressaltou. “Nós estamos felizes por ele. E Jorge disse publicamente que é grato a nós. Nós não desejamos nada de ruim para ele. Que ele seja feliz e encontre a sorte que não teve no ano passado”, desejou.
 
Questionado se a Honda cogitou a possibilidade de Lorenzo apenas querer se livrar do contrato para correr em outro lugar, Puig respondeu: “Eu estava realmente convencido de que ele queria parar e não tinha mais o espírito para continuar”.
 
Embora reconheça que Lorenzo pode levar informações da Honda para a Yamaha, Alberto não vê nisso um grande problema.
 
“Quando um piloto deixa uma fábrica, não é como se ele levasse um caderno com anotações ou o design da moto. Claro, ele leva a experiência dele, ele pode dizer como é a Honda em determinado ponto ou como era a Ducati, mas é só isso”, apontou. “Não é fácil transferir essa informação. Não existe uma fórmula mágica”, frisou.
 

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