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Sem treta, Evans e Bird concordam: batida em Ad Diriyah foi coisa “de corrida”

A corrida 2 de Ad Diriyah terminou cedo para Sam Bird e Mitch Evans: foi exatamente com uma batida entre os dois - e que sobrou para Pascal Wehrlein. Apesar da confusão, a dupla dos pilotos preferiu ser político a começar uma briga

Grande Prêmio / Redação GP, do Rio de Janeiro
A rodada dupla de Ad Diriyah, que abriu a temporada da Fórmula E no último fim de semana, foi bem diferente para Sam Bird e Mitch Evans, mas terminou da mesma forma. Ainda na fase inicial da corrida 2, os dois colidiram e acabaram abandonando a prova. Mesmo assim, segundo ambos, não há do que reclamar. 
 
A diferença grande pelo fim de semana dos dois está na corrida 1: Bird venceu e Evans terminou somente na décima colocação. Na prova do sábado, entretanto, disputavam a quinta colocação, quando Bird tentou atacar Lucas Di Grassi, não teve sucesso e acabou dividindo a saída da curva 1 com Evans. 
 
O neozelandês, que colocara o carro na linha de dentro, manteve e Bird não abriu a porta. Os dois bateram, e a Virgin de Bird ainda foi empurrada para o lado e causou o abandono de Pascal Wehrlein, totalmente passageiro no incidente.
 
Evans, que foi punido pelo acidente, explicou o que acredita ter acontecido. 
Mitch Evans (Foto: Jaguar)
"Tinha uma briga entre António [Félix da Costa] e Lucas acontecendo à frente, o que comprometeu bem a situação para Sam e para mim. Sam optou mergulhar na linha de dentro [para tentar ultrapassar] Lucas depois da curva 1 e na chegada para a 2. Então, sobrou espaço para mim e coloquei o bico do carro", disse ao site inglês 'E-Racing365'.
 
"Senti que eu estava lado a lado o bastante para ficar por ali, tinha o direito de ficar, e sabia que ele não podia arriscar sair daquela linha, porque ia para cima da poeira e, talvez, do muro. Assisti ao replay, conversei com Sam, e provavelmente é justo dizer que foi um incidente de corrida. Especialmente levando em conta que se ele me desse mais espaço, provavelmente ficaria ferrado, mas acredito que eu tinha o direito de ficar ali", afirmou.
 
Bird foi na mesma linha: era um espaço do qual nenhum dos dois podia abrir mão. Faltou pista.
 
"Creio que tenha sido apenas uma situação infeliz. A pista te prega uma peça ali, é fila única. Eu estava exatamente atrás de Lucas e não ia dar minha posição, mas ele [Evans] não queria tirar o pé também. Dois carros não ocupam o mesmo lugar no espaço. Foi uma pena, porque acho podíamos ir a outro pódio", arrematou.
 
Com a próxima etapa marcada para 18 de janeiro, em Santiago, Bird vai com 26 pontos e o terceiro lugar do campeonato; Evans tem dois tentos e o 16º posto. 
 

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