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Highlander da Fórmula E, Di Grassi sobrevive e chega a Nova York ainda na briga

Lucas Di Grassi é um especialista em sobreviver o bastante para chegar na briga até a etapa final da Fórmula E. Em 2019, novamente, é o vice-líder e precisa que as coisas aconteçam bem a seu favor para sair bicampeão. Mas se alguém sabe ficar de pé até o final, é ele

Grande Prêmio / PEDRO HENRIQUE MARUM, do Rio de Janeiro
Conta a história que Connor MacLeod é um guerreiro originário das Terras Altas da Escócia, membro de uma linhagem de guerreiros que podiam desfrutar de vida eterna e que só morriam caso fossem decapitados. MacLeod viveu quase 500 anos até que, em 1985, o arquirrival foi atrás dele em sua nova morada, Nova York, para desafiá-lo. A história rendeu o filme 'Highlander - O Guerreiro Imortal', que se tornou um cult do cinema de ação e rendeu uma subsequente franquia nas telonas e na TV.
 
E daí?, talvez o leitor questione. E daí que Lucas Di Grassi é o Highlander da Fórmula E.
 
É impossível evitar que Di Grassi chegue com chances de título na semana derradeira da categoria. Desde a primeira temporada, jamais aconteceu. Duvida?
Highlander - O Guerreiro Imortal (Foto: Reprodução)
Na temporada 2014/5, Di Grassi foi para a rodada dupla Londrina 15 pontos atrás do líder, Nelsinho Piquet; na 2015/6, por outro lado, liderava com 1 tento de frente para Sébastien Buemi; na 2016/17, estava 10 pontos atrás e foi campeão; na 2017/18, após o começo ruim, não tinha mais chances de ganhar o campeonato de Pilotos, mas estava na briga pelo de Equipes - que conquistou. A etapa final da Fórmula E foi significativa para Lucas em todas as temporadas.
 
Desta vez, a situação é complicada. Di Grassi é o vice-líder do campeonato, mas está 32 pontos atrás de um Jean-Éric Vergne que cresceu na reta final da temporada. O mesmo pode ser dito da DS Techeetah do francês, que foi ao pódio nas cinco últimas etapas, e tem uma vantagem de 43 tentos para a Audi no campeonato de Equipes. São, ao todo, 58 pontos em jogo para cada piloto e 94 para cada equipe. 
 
As chances estão lá, mas são complexas o suficiente para que o piloto que mais foi ao pódio (29 vezes) e mais somou pontos (681) na história da Fórmula E seja um franco-atirador. Contra Di Grassi está a pista. As duas vitórias do piloto da Audi foram nas pistas com características mais semelhantes a um autódromo: na Cidade do México, onde de fato a corrida acontece numa pista fixa, e em Berlim, no amplo traçado do aeroporto aposentado de Tempelhof. 
Lucas Di Grassi (Foto: Audi)
O segredo para Di Grassi está nos treinos de classificação. Caso consiga escapar do temido Grupo 1 para a Superpole de preferência sem a companhia de Vergne, a chance de seguir vivo para o domingo é considerável. Nessa situação atual, tudo que Di Grassi - ou qualquer um dos que ainda estão matematicamente na disputa - pode pensar em fazer é terminar o sábado vivo para lutar outro dia. Na melhor das hipóteses, repete no campeonato o que fez no México: ultrapassou o rival na linha de chegada.
 
E se tem algum especialista em sobrevivência na Fórmula E, esse alguém é Lucas Di Grassi.


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