F1

Vettel reconhece que “não foi certo” ignorar ordens da Ferrari na Rússia

Sebastian Vettel e Charles Leclerc tiveram conversas separadas com Mattia Binotto, depois da polêmica estratégia da Ferrari na Rússia. Ambos asseguraram que os problemas foram resolvidos e que tal situação não vai se repetir. O tetracampeão reconheceu que não foi certo ignorar a ordem da equipe

GRANDE PRÊMIO / Redação GP, de Curitiba
Depois de toda a controvérsia envolvendo as ordens de equipe da Ferrari em Sóchi, na Rússia, Sebastian Vettel e Charles Leclerc garantiram que todos os problemas foram resolvidos na semana passada, após reuniões separadas com o chefe Mattia Binotto. Enquanto o tetracampeão admitiu que errou ao ignorar os chamados do time, Leclerc falou apenas em “mal-entendido”.
 
A etapa russa ficou marcada por queixas de Leclerc quanto ao comportamento de Vettel, depois da largada. De acordo com a estratégia ferrarista, o jovem monegasco, que saía da pole-position, deveria dar o vácuo ao companheiro de equipe, com a intenção de anular qualquer avanço de Lewis Hamilton, que partia da segunda colocação do grid. O tetracampeão usou bem o recurso e conseguiu não só superar o piloto da Mercedes, como também o colega de time.
 
Só que Sebastian, segundo um acordo pré-corrida feito entre a dupla e a cúpula da Ferrari, deveria devolver a posição a Leclerc, o que acabou não acontecendo. Vettel se pôs mais rápido e não deu chances a Charles, que passou a cobrar a equipe no rádio. A escuderia, então, promoveu a troca nos pits. Vettel, no entanto, abandonou o GP russo, depois de uma falha de motor, quando já estava atrás do parceiro. A quebra do carro #5 ainda provocou um safety-car virtual, o que deu à Mercedes a chance de vencer. E Hamilton aproveitou. 
Sebastian Vettel tomou a ponta logo na largada, mas não devolveu a posição (Foto: AFP)
Falando sobre o episódio em Suzuka, onde a F1 está para a 17ª etapa da temporada, Seb minimizou a importância das conversas com Binotto em Maranello. "De modo geral, tudo está muito claro. Obviamente, estamos falando um com o outro [com Charles]. Houve uma conversa, mas também existiram outras. Eu não faria tanto barulho por toda essa história", disse.
 
"Acho que houve coisas mais positivas na Rússia. Pela primeira vez no ano, tivemos um ritmo muito, muito bom em corrida para enfrentar a Mercedes. Nas outras provas, até poderíamos ficar à frente aqui e ali, mas, no geral, sempre fomos mais lentos. Portanto, há coisas positivas e não tão positivas."
 
Vettel, então, reconheceu que teve um papel crucial em todo o imbróglio. "Do meu lado, não posso ficar satisfeito com isso. Que acordo havia ou não, quem estava certo e quem não estava, talvez isso não seja tão importante. Mas é claro que recebi uma mensagem no rádio para mudar de posição e não o fiz. E isso certamente não estava certo", admitiu.
 
Questionado se as regras sobre as ordens de equipe estão agora gravadas em pedra, o tetracampeão respondeu: "Não sei, algumas, mas não gravamos tudo, acho que não é necessário."
 
O dono do carro #5 também acrescentou que as recentes performances de Leclerc não o pressionam, e que isso também contribuiu para ignorar as ordens de equipe. 
 
"Não acho que teria sido diferente se outra pessoa estivesse no outro carro. Charles está fazendo um trabalho muito bom, mas acredito que, antes de tudo, é uma corrida contra você e depois os outros. Neste sentido, lutei, como disse, para extrair o que sei que tenho em mim", explicou.
A Ferrari teve de promover a troca nos boxes em Sóchi (Foto: Ferrari)
O monegasco também deu sua versão dos fatos em Suzuka. E falou em um "mal-entendido". "Tivemos uma conversa e tudo está claro agora. Obviamente, pareceu uma grande coisa do lado de fora, que, definitivamente, não era, mas agora está tudo bem", disse Charles.
 
"Acho que está claro desde o início da temporada. Ou seja, precisamos obedecer às ordens do time. A situação não estava clara para os dois pilotos, no início da corrida, e acho que isso foi o mais importante. Então, nós conversamos sobre isso e vamos garantir que essa situação não aconteça de novo no futuro", encerrou.
 
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