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F1

Pirelli diz que subestimou desempenho dos carros e admite mudanças a partir do GP do Canadá

Diretor-esportivo da Pirelli, Paul Hembery disse que a fornecedora adotará elementos dos pneus de 2011 e 2012 na composição dos compostos a partir do GP do Canadá, sétima etapa do Mundial de F1, no dia 9 de junho

Warm Up / Redação GP, de Sumaré


O altíssimo nível de degradação dos pneus no GP da Espanha obrigou a Pirelli a se mexer. Diretor-esportivo da fornecedora de Milão, Paul Hembery confirmou que a fábrica realizará mudanças na composição dos compostos a partir do GP do Canadá, sétima etapa do Mundial de F1, marcado para 9 de junho em Montreal. O dirigente britânico reconheceu também que a Pirelli subestimou o desempenho dos carros de 2013, que ganharam muito mais performance em relação aos bólidos do ano passado e, consequentemente, consomem mais pneus.

Em entrevista à revista britânica ‘Autosport’, Hembery se mostrou assustado com a quantidade de pit-stops em Barcelona, no último domingo. 13 dos 19 pilotos que terminaram a prova adotaram a tática de quatro paradas, incluindo o vencedor do GP da Espanha, Fernando Alonso. A ideia da Pirelli é voltar a números mais conservadores e proporcionar uma corrida com, no máximo, três pit-stops.

Hembery lamentou o alto número de pit-stops e disse que a Pirelli vai mudar a composição dos pneus (Foto: Pirelli/ Lorenzo Bellanca/ LAT Photographic)


“Nunca tivemos a intenção de ter provas de quatro paradas, então vamos fazer alterações na construção dos pneus”, comentou o britânico. “Estaremos levando um pouco da concepção dos pneus de 2013, mas também alguns dos elementos dos produtos de 2011 e 2012 que tão bem nos serviram durante esse período. Queremos voltar a ter duas ou três paradas”, disse.

De acordo com a publicação, outras reuniões na sede da Pirelli, em Milão, serão realizadas para definir se novas mudanças na estrutura dos compostos serão necessárias no futuro.

Hembery disse também que a Pirelli desenvolveu pneus com um desgaste maior, mas acabou subestimando o aumento do desempenho dos carros, ocasionando assim um desgaste dos pneus maior que o previsto. O dirigente lembrou que a fornecedora dispõe de um carro antigo para realizar simulações de pista, e assim, não há como ter um parâmetro ideal para aplicar aos modelos de hoje.

“Provavelmente, nós subestimamos a performance. Não podemos testar com os carros atuais e todos nós temos acesso a um Renault de 2010, que completa voltas 4 ou 5s mais lentos do que os atuais carros de F1 fazem num domingo. Por isso, acabou sendo uma combinação de fatores.”

“Não queríamos fazer muitas mudanças drásticas e não queremos punir as equipes que tiveram uma linha de design para cuidar dos pneus”, lamentou o dirigente, reconhecendo que algo precisa ser feito para que os pneus não tenham tanta influência no desenvolvimento das corridas. “De igual forma, tivemos de fazer algo para melhorar a situação”, completou.

Além da composição dos pneus e do objetivo de diminuir o número de paradas para cada piloto nas corridas, a Pirelli também está analisando os compostos para evitar que episódios como o ocorrido com Lewis Hamilton em Sakhir e Paul di Resta em Barcelona, que tiveram seus pneus furados sem motivo aparente, se repitam. “Visualmente, as falhas foram espetaculares, o pneu ficou inflado. Foi algo que há tempos a F1 não via, não gostamos daquilo. E isso também influenciou as opiniões na mídia, o que acabou influenciando o pensamento dos fãs”, finalizou Hembery.