carregando
F1

Pérez faz primeira análise, define circuito de Baku como “o mais difícil da F1” e avalia: “Não há espaço para erros”

Em seu primeiro contato com o mais novo circuito da F1, Sergio Pérez acredita que o traçado de Baku será bastante desafiador, uma vez que os pilotos andarão próximos ao muro o tempo todo. O mexicano entende, contudo, que a pista azeri não oferece tantos pontos de ultrapassagens, apesar do trecho de reta de mais de 2 km

Warm Up / Redação GP, de Sumaré

Em uma análise bem distinta em relação a Lewis Hamilton, Sergio Pérez ficou impressionado com o novo circuito de Baku, no Azerbaijão e avaliou a pista como “a mais difícil da F1”. O mexicano, que chega às margens do Mar Cáspio disposto a manter o bom momento da Force India na temporada, entende que o traçado urbano não oferece espaço para erros, diferente de outras pistas do calendário, justamente pela proximidade dos muros e projetou um fim de semana desafiador.
 
Após completar algumas voltas no circuito de Baku caminhando nesta quinta-feira (16), o piloto de Guadalajara não teve dúvidas. “É a mais difícil. Há pouco espaço para os erros. Se você comete um erro, perde alguns segundos ou pode bater no muro. É como Mônaco, mas é mais rápido”, comparou.
 
“Se você analisa de fora, com base nas voltas que fiz, correndo no circuito, ele parece muito desafiador”, disse ‘Checo’.
Vista da desafiadora curva 8 do circuito de rua de Baku. Pérez definiu a pista como a mais difícil da F1 (Foto: Twitter)
Pilotos como Carlos Sainz compararam Baku ao Circuito da Guia, em Macau. Pérez, sem conhecimento de causa, não teve como fazer a mesma comparação, mas acredita em uma prova empolgante, esperando que o traçado azeri caia nas graças dos pilotos do grid da F1.
 
“Nunca fiz Macau na minha carreira, mas espero que amanhã eu possa curtir a pilotagem. Vai ser uma das pistas que vai sobressair no calendário. É bastante diferente nas curvas, o risco. Gosto de andar perto do muro, é um bom desafio para o piloto. É algo que todos nós gostamos, e a maioria dos pilotos vai adorar estar neste lugar”, disse o mexicano.
 

Pérez aproveitou para elogiar o trabalho feito por Hermann Tilke no projeto da pista, embora considere que não vai ser fácil ultrapassar, mesmo com os trechos de alta velocidade em Baku. “Vai ser muito difícil. Apesar de ser uma das retas mais longas do calendário, acho que vai ser difícil ultrapassar. Mas estou muito feliz com o trabalho do [Hermann] Tilke e do Charlie [Whiting] porque é um circuito onde o trabalho do piloto fala mais alto”, destacou ‘Checo’, feliz por ter a chance de se sentir desafiado no Azerbaijão.
 
“Em alguns dos lugares para onde nós vamos, se você comete um erro, você nem tem grama pela frente. Aqui é um desafio, não há espaço para erros e isso me agrada. Assim como a F1 deve ser. Não há espaço para erros”, concluiu.
PADDOCK GP #33 ANALISA GP DO CANADÁ E FAZ PRÉVIA DO GP DA EUROPA