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F1

Na Garagem: sem Senna, Mônaco tem vitória de Schumacher com direito à 1ª pole

Michael Schumacher fez pole-position, volta mais rápida e venceu a primeira corrida da F1 depois da morte do tricampeão Ayrton Senna. Ela aconteceu em Mônaco, há 22 anos

Warm Up / RENAN DO COUTO, de São Paulo
Ayrton Senna vencera cinco corridas seguidas e seis de sete no GP de Mônaco entre 1987 e 1993. Tendo feito as três poles do início da temporada 1994, era um excelente palpite apostar nele como o mais rápido da classificação no Principado, bem como para mais uma vitória. A história impediu que isso acontecesse.
 
Duas semanas depois do trágico fim de semana em Ímola, a F1 chegou a Monte Carlo entristecida pelas mortes de Senna e do austríaco Roland Ratzenberger. Ainda se assustou mais pelo grave acidente de outro austríaco, Karl Wendlinger, nos treinos de quinta-feira. 
Michael Schumacher no GP de Mônaco de 1994 (Foto: Forix)
No grid de largada, a primeira fila ficou vaga em homenagem a Senna e Ratzeberger. E atrás havia um pole-position inédito.
 
Pois é. Michael Schumacher nunca fez uma pole na F1 enquanto Senna foi vivo. Menos por Senna e mais, é claro, pela dominância da Williams com Nigel Mansell e Alain Prost nas duas temporadas anteriores.
 
Na corrida, ninguém nem teve chance contra Michael. Ele liderou as 78 voltas, confirmando assim o seu primeiro hat-trick em grande estilo — tratou-se também de um ‘full house’, ou Grand Chelém.
Houve briga pelos demais lugares no pódio. Gerhard Berger ocupou a segunda posição nas primeiras voltas, com Jean Alesi em terceiro e Christian Fittipaldi em quarto.
 
Mas conforme as paradas de boxes foram acontecendo, quem emergiu para terminar ao lado direito de Schumacher foi o inglês Martin Brundle. Berger foi o terceiro, seguido por Andrea e Cesaris e Alesi. Michele Alboreto completou a zona de pontuação.
 
Fittipaldi era o quinto colocado quando a caixa de câmbio da sua Footwork quebrou.
 
Passadas quatro corridas na temporada, Schumacher liderava com 30 pontos de vantagem para o segundo colocado. O alemão tinha quatro vitórias, somando 40 pontos, e Berger, o vice-líder, tinha só dez tentos.