F1

Monza revela novo traçado para 2017 sem primeira chicane e com maior reta do calendário da F1

A Chicane Rettifilio será totalmente eliminada, abrindo espaço para uma reta de 1,4km. O trecho passa a ser, portanto, o maior trecho de aceleração do calendário da F1, posto anteriormente ocupado por Xangai. Outra novidade é o retorno da brita à curva Parabolica

Warm Up / Redação GP, de Porto Alegre
O novo traçado de Monza, que já vinha sendo debatido ao longo dos últimos meses, foi confirmado nesta quarta-feira (1º). A reforma, com conclusão prevista para 2017, vai trazer uma grande mudança: a eliminação por completo da Chicane Rettifilio – a primeira do circuito, responsável por largadas caóticas –, substituída por uma reta imensa de 1,4km. A última vez que a reta italiana não contou com qualquer tipo de chicane foi em 1971.
 
Assim, Monza recupera a condição de circuito com a maior reta da F1. O posto atualmente pertencia ao circuito de Xangai, na China, com 1,3km. Yas Marina, em Abu Dhabi, vinha logo atrás, com 1,2km.
 
Monza, todavia, terá sim uma nova chicane. Está será localizada na saída da Curva Grande – que também deixa de ser utilizada da forma que se conhecia antes –, mas não será de baixa velocidade. De lá, os pilotos partem para uma pequena reta que leva até a segunda chicane, esta sem qualquer mudança.
Eis o novo traçado de Monza (Foto: Reprodução)
As novidades, reveladas pelo arquiteto Jarno Zaffelli ao site ‘F1Fanatic’, não param aí. Zaffelli também assegura o retorno da antiga caixa de brita da curva Parabolica, uma das mais famosas do traçado. Esta havia sido substituída, em 2013, por uma versão asfaltada.

Ainda de acordo com Zaffelli, os tempos de pole-position devem ficar em torno de 1min21s8. Tal marca seria 1s5 melhor do que a registrada por Lewis Hamilton no GP de 2015.
 
As atualizações devem servir para facilitar as negociações com Bernie Ecclestone, que não estava satisfeito com as estruturas de Monza, a respeito da permanência do GP da Itália no calendário da F1.
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