F1

Kubica desabafa e vê maus resultados como “uma sombra” ao retorno à F1

Robert Kubica ainda não fechou uma corrida no top-15 desde que assinou com a Williams, e ele não esconde a sua total insatisfação com a atual situação vivida desde que retornou para a F1 depois de nove anos parado

Grande Prêmio / Redação GP, de Campinas
Robert Kubica desembarca na Inglaterra para sua décima corrida após retornar ao grid da Fórmula 1, depois um hiato de nove anos, mas a situação não é fácil para o polonês. Correndo pela Williams, ele constantemente chega na última colocação, muito atrás do companheiro de equipe George Russell.
 
Kubica não se arrepende de retornar para a categoria após o grave acidente sofrido no rali Ronde di Andorra, em 2011, mas o polonês sente que as performances ruins com a Williams estão colocando uma “sombra” no seu feito em voltar à F1 depois das lesões sofridas, que trouxeram limitações físicas.
 
"Eu não me arrependo do que decidi. Frustração não é a palavra correta, porque no fim, é melhor estar aqui do que sentar no sofá e assistir as corridas na televisão", comentou o piloto em entrevista à revista inglesa ‘Autosport’.
Robert Kubica (Foto: Williams)
"Definitivamente estaria mais feliz se estivesse brigando lá em cima e com menos problemas. No geral, nestes últimos meses, esta situação difícil colocou uma sombra no que consegui e no tamanho da conquista que é estar aqui. É algo que você esquece, porque a F1 é rápida e tudo acontece muito rápido, você vive o dia a dia, esquece que no fim, eu alcancei algo que lutei por anos", completou.
 
O melhor resultado de Kubica nesta temporada foi o 16º lugar, alcançado nas etapas do Bahrein e do Azerbaijão. Ele lamentou o fato da Williams estar tão atrás e não poder competir com outras equipes do resto do grid, especialmente porque a situação torna o seu desafio ainda mais difícil.
 
"Por um lado, não pode ser tão difícil porque tenho muito respeito pelo esporte e sei o quão difícil é correr na Fórmula 1, mas definitivamente é mais complicado. No passado, eu tive altos e baixos, mas sabia que se controlasse algumas coisas, seria competitivo. Agora, estamos tão atrás que mesmo quando outros apresentam dificuldades, eles têm margem tão grande que não podemos nos aproximar. Isso é o que provavelmente mais irrita", concluiu.

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