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Julgamento em caso de suborno em venda de ações afasta Ecclestone do quadro de diretores da F1

Bernie Ecclestone não pertence mais ao quadro de diretores da F1. A CVC, acionista majoritária, divulgou comunicado no início desta tarde informando que afastou o longo chefão do comando da categoria, mas vai deixá-lo tocar os negócios monitorando-o

Warm Up / Redação GP, de São Paulo


Bernie Ecclestone não faz mais parte do quadro de diretores da F1. A CVC, acionista majoritária do Mundial, divulgou um comunicado no início da tarde desta quinta-feira (16) informando que afastou o britânico do comando da categoria, mas vai deixá-lo tocar os negócios, observando-o.

“O conselho acredita que é do interesse do esporte e dos negócios da F1 que o Sr. Ecclestone continue a comandar os negócios no dia-a-dia, mas sujeito a um maior monitoramento e controle”, disse a acionista em uma nota.

O anuncio do afastamento de Ecclestone do quadro de diretores chega poucas horas após a promotoria de Munique, na Alemanha, confirmar que Bernie será julgado no caso da acusação de suborno na venda das ações da F1.
Ecclestone sempre se disse inocente das acusações de suborno (Foto: Getty Images)


Ecclestone e seu fundo familiar Bambino são acusados de pagar em 2006 US$ 44 milhões (cerca de R$ 105,2 milhões) para Gerhard Gribkowsky, um ex-diretor do banco alemão BayernLB, que tinha uma fatia de 47,2% das ações da F1. 
 
O dirigente nega que o valor tenha sido suborno e alega que Gribkowsky ameaçou dizer ao HM Revenue & Customs, um departamento do governo britânico responsável pela coleta de impostos, que Ecclestone controlava o fundo, exigindo os US$ 44 milhões por seu silêncio. 
 
Residente no Reino Unido, Bernie teria de pagar impostos sobre os US$ 4 bilhões (aproximadamente R$ 9,5 bilhões) do fundo se estivesse no controle. O dirigente, entretanto, nega veementemente essa acusação. Ecclestone afirma que pagou a Gribkowsky, pois sua falsa acusação resultaria em uma longa e dispendiosa investigação. O banqueiro foi preso após assumir que recebeu propina enquanto representava o banco alemão BayernLB.

Na prática, o afastamento de Ecclestone do quadro de diretores significa que o britânico, que comanda a F1 desde o fim dos anos 70, não tem nenhum poder de decisão no Mundial a partir de agora. Aos 83 anos, Bernie não mais poderá assinar contratos e acordos comerciais, por exemplo. A partir de agora, o presidente da CVC, Peter Brabeck-Letmathe, e seu vice-presidente, Donald Mackenzie, vão se encarregar desta tarefa.
 
De acordo com a CVC, “Ecclestone garantiu ao conselho que é inocente das acusações e pretende defender o caso vigorosamente”.


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