F1

Irritado com ausência de punição a Verstappen, chefe da Ferrari critica FIA: “Sempre tem uma boa desculpa”

Chefe da Ferrari, Maurizio Arrivabene criticou a ausência de punição a Max Verstappen pela disputa com Kimi Räikkönen. Dirigente afirmou que se queixou com Charlie Whiting, mas os comissários alegaram que não viram nada de errado

Warm Up / Redação GP, de São Paulo
Maurizio Arrivabene não gostou nada da atuação de Max Verstappen na disputa com Kimi Räikkönen durante o GP da Hungria. A dupla disputou o quinto lugar durante a prova final da prova em Hungaroring, com o piloto da Red Bull conseguindo defender sua posição.
 
No entender do chefe do time de Maranello — e também de Räikkönen —, Verstappen se excedeu na hora de defender a posição, o que levou Arrivabene a procurar Charlie Whiting após a bandeirada para questionar a ausência de punição.
O chefe da Ferrari não ficou nada feliz com a falta de punição a Verstappen (Foto: Getty Images)
E a visita não foi lá das mais proveitosas. Irritado, Maurizio atacou Whiting e avaliou que o diretor de provas da F1 precisa de óculos.
 

“Nós ligamos para Charlie Whiting para informá-lo da dupla manobra”, começou Arrivabene. “Mas eles dizem que não viram nada. Temos de dar óculos para eles”, ironizou.
 
“Sempre tem uma boa desculpa, como ontem com o discurso das condições excepcionais quando chove”, seguiu, se referindo à ausência de sanções aos pilotos que rodaram abaixo do limite de 107% do melhor tempo do Q1 no treino classificatório.
 
 
Apesar da irritação, Arrivabene elogiou a atuação de Sebastian Vettel e Kimi, quarto e sexto, respectivamente, em Budapeste.
 
“Kimi demonstrou que merecia renovar seu contrato. Sebastian fez uma grande corrida, o problema foi a posição em que ele largou”, comentou. “Hoje o carro era muito bom, mas, infelizmente, não estavam na posição correta. Este não é um circuito dos mais fáceis para ultrapassar”, falou.
 
“Esta equipe é forte e está unida”, assegurou. “A história do estado de ânimo baixo é uma história que alguém criou para conseguir realmente deixar o moral baixo, mas a Ferrari nunca se dará por vencida”, concluiu.

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