carregando
F1

HRT vende todo material para empresa de reciclagem e sela história de maneira melancólica

Primeira equipe espanhola a alinhar no grid da F1, a HRT vendeu todo seu material a Teo Martín, dono de uma das principais empresas de reciclagem de peças automotivas. O montante da operação, revelada pelo diário ‘As’, não foi revelado

Warm Up / Redação GP, de Sumaré

A HRT encerrou definitivamente suas atividades e selou sua história de maneira melancólica. Sem conseguir honrar seus compromissos para se manter no milionário grid da F1, a única equipe espanhola da história da categoria abandonou a sede na Caja Mágica, em Madri, e vendeu todo seu material disponível para uma empresa de reciclagem do país. A reportagem, publicada nesta quinta-feira (14), é do diário ‘As’.

Segundo a publicação, Teo Martín, dono de uma das principais empresas de reciclagem de peças automotivas, comprou todo o material disponibilizado pela HRT. Foram vendidos, por exemplo, os dois carros de 2012, dois carros de 2011, um carro de exposição, um caminhão, utilitários, equipamentos dos boxes e peças na sede, tudo o que pode ser reciclado. O montante obtido nas vendas do material da HRT não foi revelado.

A HRT é definitivamente passado na história da F1 (Foto: Bruno Terena/ Grande Prêmio)

O material vendido para Teo Martín não inclui os motores, que foram alugados pela Cosworth, bem como os sistemas de transmissão, alugados pela Williams. Tais peças já foram devidamente devolvidas aos seus respectivos donos.

Contudo, os carros, principalmente, e outras peças não deverão ir para o lixo. Dono da Auto-Recycling Teo Martín, o empresário, que disputa ralis com carros clássicos, pretende revender a maioria do que foi adquirido da HRT para colecionadores, sendo que alguns deles já fizeram ofertas para adquirir os bólidos das duas últimas temporadas.

A sede na Caja Mágica já foi “desmontada, deserta e está em silêncio, numa espécie de símbolo do fracasso de um projeto ambicioso, mas que chegou no pior momento possível”, escreveu o diário de Madri.

Dessa forma, com a venda de todo o material da HRT para a empresa de Martín, encerram-se as esperanças da equipe Scorpion entrar na F1. Segundo a revista britânica ‘Autosport’, um grupo de investidores canadenses e norte-americanos tinha a intenção de adquirir o espólio da equipe espanhola e colocar de novo uma 12ª equipe no grid da categoria.