F1

Haas retruca e afirma que Rich Energy segue como patrocinadora-máster

A Rich Energy afirmou que o contrato com a Haas foi encerrado, mas talvez não seja bem assim. A equipe americana afirma que o acordo de patrocínio-máster segue vigente, apesar de não entrar em detalhes sobre o futuro

Grande Prêmio / Redação GP, de Berlim
Da parte da Haas, a relação com a Rich Energy segue igual. Em comunicado divulgado na manhã desta quinta-feira (11), um dia após a marca de energéticos anunciar a decisão de romper o contrato de patrocínio, a equipe americana se posicionou afirmando que o acordo segue válido.
 
A declaração da Haas é assinada pelo chefe de equipe Guenther Steiner. Apesar de manter o acordo vigente, o dirigente não se aprofunda em questões contratuais e o futuro da parceria.
 
"A Rich Energy segue como patrocinadora-máster da Haas F1 Team. Eu não posso fazer mais comentários a respeito da relação contratual entre as duas partes por conta de confidencialidade comercial”, disse Steiner.
A Haas ainda vê a Rich Energy como patrocinadora-máster (Foto: Haas)
A confusão começou na quarta-feira, quando a Rich Energy afirmou ter rompido com a Haas. E o anúncio se deu de forma esquisita: por meio do Twitter, a marca disse que estava deixando a Haas por causa do “desempenho ruim”.
 
De acordo com a marca, que concorre com a Red Bull no mercado de bebidas, o objetivo é rivalizar também na F1. Como na Áustria, casa da Red Bull – que venceu a corrida com Max Verstappen –, a Haas chegou a andar atrás da pior equipe do grid, a Williams, o negócio foi terminado. É a justificativa oficial.
 
"Hoje a Rich Energy encerrou o contrato com a Haas pelo desempenho ruim. Nossa meta é superar a Red Bull e ficar atrás da Williams na Áustria foi inaceitável. A política e atitude na F1 também estava inibindo nosso negócio. Desejamos tudo de bom para a equipe", afirmou no Twitter.

Curiosamente, nem a próprio Rich Energy chegou a um consenso sobre o estado da parceria. Falando ao site 'Motorsport.com', uma fonte não identificada afirmou que William Storey, diretor-executivo da marca, diverge de outros investidores a respeito de qual rumo tomar com a Haas. Storey quer romper, mas não teve sucesso ainda.

“O acordo não foi encerrado e William [Storey] não tem autoridade para isso. Os investidores estão tentando resolver essa bagunça, mas os negócios seguem como antes", disse a fonte.
Kevin Magnussen (Foto: Haas)
A passagem da Rich Energy pela Fórmula 1 é cercada de controvérsia desde o começo. A marca de energéticos quis comprar a Force India durante o processo de falência, não conseguindo e usando as redes sociais para fazer críticas abertas à escolha dos novos donos – Lawrence Stroll, comandando um grupo de empresários. 
 
A nova investida foi através da Haas. A marca de energético foi anunciada como patrocinador-máster em novembro de 2018. O investimento alto significava que o carro ia ser pintado de preto e dourado, substituindo os tons de cinza utilizado em anos anteriores.

2019 começou tranquilo para a parceria, mas tudo tomou um rumo negativo nos últimos meses. A Rich Energy foi acusada de plagiar o logo da Whyte Bikes, montadora britânica de bicicletas. O processo judicial trouxe derrota para a marca de energéticos, que foi ordenada judicialmente a parar de exibir as marcas plagiadas a partir de 18 de julho.

Na última semana, em novo julgamento envolvendo os direitos na briga com a Whyte Bikes, a Suprema Corte Britânica forçou a marca de energéticos a divulgar suas finanças, revelando detalhes do acerto com a Haas e também dos lucros obtidos pela parceria.
 
Além disso, como resultado da sessão que aconteceu pouco depois do GP da Áustria, teve de pagar à empresa ATB, responsável pela Whyte Bikes, uma multa no valor de £ 35,416 - aproximadamente R$ 167 mil. 


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