Haas entra em colapso e só se salva com novos pilotos. Mas quais as opções?
A Haas parece ter atingido o limite. Sem um carro competitivo, a equipe americana também se vê às voltas de seguidos erros de seus pilotos, especialmente de Romain Grosjean, que hoje é uma incerteza, mesmo para a continuidade em 2019. No momento, uma mudança na dupla parece ser o caminho mais provável, mas quais são as opções da esquadra chefiada por Guenther Steiner?
"O melhor que nossos pilotos puderam trazer para a briga foi uma pá, para cavar ainda mais o buraco em que estamos", completou.

É bem verdade que o VF-19 não nasceu bem e enfrenta problemas para encontrar o melhor desempenho dos pneus Pirelli. Essa é uma queixa recorrente. O carro em si também tem suas falhas e defeitos, muito embora tenha no ritmo de classificação seu ponto mais forte – Magnussen foi cinco vezes ao Q3 em dez corridas até aqui. Só que isso não tem sido suficiente para manter o time na zona de pontos. Desde o sexto lugar de Kevin na Austrália, a equipe somou apenas mais oito pontos – sete na Espanha e apenas um em Mônaco. Daí para frente, a maionese desandou. Quer dizer, a inconsistência em performance de corrida, aliada aos erros da dupla, têm tornado o buraco cada vez mais fundo, de fato.

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Em meio a tudo isso, o primeiro treino livre em Silverstone viu Grosjean rodar sozinho na saída do pit-lane, bater e destruir a asa dianteira do carro, em um incidente dos mais primários. O episódio foi apenas mais um da extensa lista de erros do francês. Depois disso, ainda veio o acidente da largada e a consequente explosão de Steiner, que, ao ser questionado se não existia realmente uma química com os pilotos, falou: "Eu não sei. Preciso pensar sobre isso com a cabeça fria e descobrir o que faremos. Esse é o meu trabalho. Não tenho uma solução agora, mas tenho de descobrir como podemos avançar. Para mim, essa é uma questão de que a equipe está acima do indivíduo."


Por fim, o brasileiro Pietro Fittipaldi precisa estar entre as opções. O neto de Emerson já tem uma sólida ligação com o time norte-americano, é piloto reserva e tem um trabalhado muito no simulador, ajudando a desenvolver o carro. O problema está na superlicença. Pietro ainda não tem o documento por não somar os pontos necessários: são 36 dos 40 que estão garantidos até o fim desta temporada.
Uma hipótese que pode ser aventada: se a Mercedes quiser mesmo estreitar os laços com a Racing Point e colocar Ocon ao lado de Stroll, Pérez tem as cartas na mão para negociar na Haas, sobretudo levando o patrocínio da mexicana Claro para substituir a obscura empresa de bebidas energéticas. Pietro seria beneficiado porque também é apoiado pela companhia de telefonia. Aí, só restaria resolver a questão dos pontos que lhe faltam para poder correr na F1.
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