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F1 “monitora de perto” supertufão Hagibis e reafirma segurança como prioridade

Em breve comunicado emitido tanto pela F1 como pela FIA na manhã desta quinta-feira (10) em Suzuka, as partes se mostram alertas ao potencial de destruição do supertufão Hagibis. “A segurança dos fãs, competidores e todos no circuito de Suzuka continua sendo a principal prioridade”. Já a organização da Copa do Mundo de Rúgbi, que também acontece no Japão, confirmou o cancelamento de duas partidas previstas para sábado

Grande Prêmio / FERNANDO SILVA, de Sumaré
A proximidade da chegada do supertufão Hagibis ao Japão levou a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) e a Fórmula 1 a se pronunciarem às vésperas do início das atividades de pista da 17ª etapa da temporada 2019, neste fim de semana, em Suzuka. Em breve comunicado emitido na manhã desta quinta-feira (10) no Japão, ainda noite de quarta-feira no Brasil, as partes reiteram que estão acompanhando de perto o avanço do fenômeno climático e buscam garantir a segurança de todos, competidores, funcionários e o público no circuito. A meteorologia prevê que sábado vai ser o dia mais impactado pelo devastador Hagibis.
 
“A FIA, a Fórmula 1, o Circuito de Suzuka e a Federação Japonesa de Automobilismo estão monitorando de perto o tufão Hagibis e seu potencial impacto no GP do Japão de F1 em 2019. Estão sendo feitos todos os esforços para minimizar as interrupções no cronograma da Fórmula 1”, diz o comunicado. “No entanto, a segurança dos fãs, competidores e todos no circuito de Suzuka continua sendo a principal prioridade. Todas as partes vão continuar monitorando a situação e fornecendo novas atualizações no devido tempo”, concluiu.
 
Ainda não há um posicionamento oficial a respeito, mas já circula no paddock da F1 a possibilidade de que o treino classificatório, originalmente marcado para 3h (horário de Brasília) de sábado, seja adiado para a manhã de domingo. 
Imagem de satélite do supertufão Hagibis nesta quarta-feira (Foto: Reprodução/Twitter)
O jornalista espanhol Albert Fàbrega informou que um possível cenário é que a definição do grid de largada do GP do Japão seja transferida para 9h de domingo (horário local, ou 21h de sábado pelo horário de Brasília), horas antes do início previsto para a corrida, 2h10 (de Brasília). Mas segundo a emissora britânica BBC, uma decisão sobre o assunto só vai ser oficialmente tomada depois do primeiro treino livre de sexta-feira (com início às 22h de quinta-feira, horário de Brasília).
 
O que já se sabe é que a organização da F4 Japonesa, um dos eventos-suporte que estavam previstos para o fim de semana, cancelou a etapa que realizaria neste fim de semana, com duas provas que aconteceriam no sábado e uma no domingo em Suzuka. Por conta da localização dos boxes da F4, mais baixos em relação aos da F1, havia grande risco de as instalações ficarem submersas em razão das chuvas torrenciais previstas para sábado.
 
Na última quarta-feira, a Agência Meteorológica do Japão classificou o Hagibis como “o pior que o país enfrenta neste ano” e elevou seu status de destruição ao grau máximo, 5, o pior e mais devastador previsto. A Agência Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos dá um tom ainda mais dramático de toda a situação: “A tempestade mais forte da Terra no momento”.
 
O avanço e o potencial de destruição do supertufão Hagibis fizeram com que a organização da Copa do Mundo de Rúgbi tomasse a drástica decisão de cancelar duas partidas que estavam marcadas para sábado: Nova Zelândia x Itália, que estava marcada para a cidade de Toyota — distante apenas 56 km de Suzuka —, e o clássico Inglaterra x França, que tinha a previsão para ser disputada no Estádio Internacional de Yokohama.
 
Segundo informações da emissora japonesa NHK, a Agência Meteorológica do Japão diz que o Hagibis está se movendo para o norte, sobre as águas próximas às ilhas Ogasawara. O supertufão pode chegar perto ou ao leste do Japão antes de se mover para o norte no sábado. Os mares vão ficar extremamente agitados em torno da região de Okinawa, com enormes ondas na costa do Pacífico no Japão, a partir de sexta-feira, dia em que são também esperadas fortes chuvas nas áreas costeiras do Pacífico.
 
A Agência Meteorológica do Japão informa também que, devido ao tamanho do Hagibis, grandes áreas em todo o Japão podem ser fortemente afetadas a partir de sábado. Por isso, órgão recomenda que as pessoas tomem medidas preventivas rapidamente.
 
Ainda segundo a emissora, operadores ferroviários da Grande Tóquio avaliam a possibilidade de suspender a execução dos transportes neste fim de semana em razão do avanço do Hagibis. O medo do supertufão, ainda que a população japonesa esteja habituada a fenômenos naturais de grande potencial de destruição, assusta. 
 
Em todo o país, muitas pessoas se preparam para um fim de semana que tende a ser muito difícil. Voluntários estão convidando os moradores da província de Chiba, perto de Tóquio, a fazer uma evacuação antecipada. A área foi atingida recentemente pelo tufão Faxai, que destruiu mais de 34 mil casas na região no mês passado.
 
Na cidade de Tateyama, por exemplo, também bastante atingida pelo Faxai, 50 pessoas, entre voluntários e trabalhadores de causas humanitárias, foram para a região para iniciar o processo de evacuação antecipada, visitando cada morador e informando a localização do abrigo mais próximo, além de notificar que as autoridades locais vão preparar serviços especiais de ônibus para os moradores dos abrigos.
 
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