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F1

Ericsson pede desculpas à Sauber, mas diz que Nasr poderia ter evitado batida durante GP de Mônaco

Marcus Ericsson evitou polemizar depois de ter acertado Felipe Nasr na curva Rascasse durante a 51ª volta do GP de Mônaco, mas disse que o brasileiro poderia ter evitado a batida se tivesse cumprido as ordens da Sauber ao abrir espaço para o sueco, que alegou estar mais rápido na fase final da disputa. Ericsson pediu desculpas ao time suíço

Warm Up / Redação GP, de Sumaré

Há pouco mais de sete meses, Felipe Nasr e Marcus Ericsson se enroscaram durante uma disputa no GP dos Estados Unidos, em Austin, e levaram uma ‘chamada’ pública da chefe da Sauber, Monisha Kaltenborn. A mesma situação aconteceu no último domingo (29), durante o GP de Mônaco. O time suíço deu a Nasr uma ordem para permitir que Ericsson fizesse sua ultrapassagem por considerar o dono do carro #9 mais rápido que o brasileiro. Contudo, no fim da volta 51, o sueco tocou no companheiro de equipe na curva Rascasse, resultando no abandono de ambos e abrindo nova crise na Sauber, cuja situação já não é das mais fáceis.
 
Monisha veio a público para dizer que o novo incidente entre seus pilotos é inaceitável e bradou. “Ambos estavam errados. Para ser sincera, não é uma questão de satisfações. Somos uma equipe e todos sabem suas responsabilidades”, bradou. Ericsson concordou. “Claro que sim! 100%”.
Marcus Ericsson e Felipe Nasr se envolvem em acidente na Rascasse (Foto: Reprodução)
E o sueco foi além ao pedir desculpas à Sauber. Embora tenha evitado falar no nome do seu companheiro de equipe, Ericsson deixou claro que, na sua visão, o incidente poderia ter sido evitado se Nasr tivesse cumprido a determinação da Sauber.
 
“Acho que isso é muito decepcionante para toda a equipe e eu peço desculpas para toda a equipe pelo que aconteceu. Claro que precisamos sentar, esclarecer as coisas e garantir que vamos para Montreal e lá lutaremos juntos como equipe para marcarmos pontos”, declarou.
 
“Acho que, na F1, a disputa entre companheiros de equipe é sempre difícil. É sempre uma competição muito acirrada, mas claro que não deve terminar assim. Então, precisamos sentar, discutir as coisas, esclarecer tudo e garantir que isso nunca mais aconteça de novo”, disse.
 
Ericsson explicou a situação que culminou com o abandono dos dois pilotos da Sauber em Monte Carlo. 
 
“Eu estava chegando, 3 ou 4s [mais rápido] por volta, fiquei preso atrás dele e pedi para a equipe sobre o que fazer. Eles me disseram que estavam pedindo para trocar posição e eles me disseram isso por sete ou oito voltas, e isso não aconteceu. Então, depois de sete ou oito voltas, disse à equipe: ‘Estamos perdendo muito tempo aqui’”, recordou.
 

“Tínhamos muito ritmo, ao menos 2s por volta mais rápido no carro e não pudemos usar, então eu tive de tentar fazer a manobra por mim mesmo. Tive a luz verde do meu engenheiro para tentar a ultrapassagem e tentei naquela curva ultrapassar Valtteri Bottas no começo da corrida, quase o acertei e correu tudo bem. Pensei que fosse um bom lugar porque eu vi que ele [Nasr] estava sofrendo muito no último setor”, seguiu o sueco. 
 
“Então fui para fazer a manobra e pensei que, no pior caso, eu ficaria na mesma posição e atrás. Mas, obviamente, o resultado final não foi o mesmo que com Botta.”, acrescentou.
 
No fim das contas, Ericsson indicou que quer deixar o ocorrido para trás, até mesmo porque foi o sueco quem mais ficou prejudicado por ter perdido três posições no grid do GP do Canadá. “Não quero reclamar sobre ele ou qualquer pessoa, mas acho que isso poderia ter sido evitado se as ordens fossem seguidas”, finalizou Marcus.
 
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