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F1

Ecclestone sai de cena com mérito de tornar F1 um negócio global e bilionário, analisa Flavio Gomes

Flavio Gomes analisou a notícia que sacudiu a segunda-feira no mundo da F1. Depois de quase 40 anos, Bernie Ecclestone está fora do comando do esporte. A decisão foi anunciada pelo próprio britânico, que foi substituído pelo Liberty Group. Seu substituto será o presidente da empresa que hoje é dona da F1, o norte-americano Chase Carey

Warm Up / Redação GP, de Sumaré
 
Fim de uma era na F1. Bernie Ecclestone, que comandava com mãos de ferro a categoria desde 1978, deixou o posto de chefe supremo do esporte nesta segunda-feira (23). A decisão, tomada pelo novo dono da F1, o grupo Liberty Media, não chegou a ser propriamente uma surpresa, uma vez que a imprensa europeia, mais precisamente a emissora britânica Sky Sports, já havia antecipado a informação na última semana. Mas é, de fato, um divisor de águas na história da principal categoria do esporte a motor.
 
Flavio Gomes, diretor do GRANDE PRÊMIO, comentou a saída de Ecclestone do comando máximo da F1 e lembrou do seu maior legado: tornar o esporte altamente rentável e também realmente global.
Neste primeiro momento, Chase Carey será o substituto de Ecclestone no comando da F1 (Foto: AFP)
“A era do Bernie Ecclestone na F1 acabou depois de quase 40 anos. Talvez ele seja o único cara que está na F1 desde sempre. Desde 1978 ele é o homem-forte da categoria. Depois o negócio foi evoluindo nas últimas décadas até se tornar um esporte bilionário, ficou muito maior do que apenas uma pessoa”, analisou Gomes.
 
“Nenhuma decisão na categoria era tomada sem passar por ele em todos os sentidos, no aspecto comercial e no aspecto técnico também. Mas o tempo passa para todo mundo. E, para muita gente, o Bernie passou a ser uma figura um tanto anacrônica, com seu estilo ditatorial, mas ninguém nega o mérito dele em tornar a F1 um negócio global, levando a categoria para países improváveis”, disse.
 
Entre os países pelos quais a F1 passou a visitar, destinos outrora insólitos fizeram (ou ainda fazem) parte do Mundial, como Malásia, Turquia, Índia, Coreia do Sul, China, Abu Dhabi, Bahrein e Azerbaijão, tornando a categoria realmente Mundial, ficando longe do perfil mais europeu que o esporte tinha sobretudo até a década de 1970.
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