F1

Diretor-executivo diz que comunicado via Twitter foi “tentativa de golpe” na Rich Energy

William Storey, o diretor-executivo da Rich Energy, patrocinadora-máster da Haas e protagonista da semana do GP da Inglaterra, disse que o comunicado que decretava a saída da marca de bebidas energéticas da F1 foi uma tentativa de golpe de acionistas próximos da Red Bull

Grande Prêmio / Redação GP, do Rio de Janeiro
A saga relacionada ao anúncio de encerramento de contrato da Rich Energy com a Haas teve mais um capítulo no fim da tarde desta quinta-feira (11). O diretor-executivo da companhia de bebidas energéticas afirmou que o tuite misterioso do dia anterior foi uma tentativa de golpe na empresa. 
 
William Storey, o diretor-executivo, disse que se tratou de um comunicado arquitetado por "acionistas minoritários" com proximidade da Red Bull.
 
"O comunicado ridículo de acionistas minoritários próximos da Red Bull e da Whyte Bikes é risível. A tentativa de golpe deles falhou. Eu controlo todos os ativos da Rich Energy e tenho o apoio de todas as partes interessadas", disse no Twitter.
 
Mais cedo, a companhia já havia se manifestado e culpado um "indivíduo desonesto" pelo posicionamento. Uma reportagem do site ‘Motorsport.com’ indicou também um ‘racha’ interno na companhia: os investidores são em sua maioria favoráveis à continuidade da relação com a Haas, enquanto uma minoria – incluindo o diretor-executivo William Storey – é favorável ao rompimento. Os investidores saíram vencedores, ao menos por enquanto.
A patrocinadora ainda aparece no bico da equipe em Silverstone (Foto: Reprodução)
O tuíte que começou a confusão foi enviado ontem próximo ao horário do almoço no Brasil, quando a Rich Energy, por meio de sua conta oficial, disse que estava encerrando o acordo de patrocínio-máster com a Haas após a equipe norte-americana andar atrás da Williams no GP da Áustria.
 
A passagem da Rich Energy pela Fórmula 1 é cercada de controvérsia desde o começo. A marca de energéticos quis comprar a Force India durante o processo de falência, não conseguindo e usando as redes sociais para fazer críticas abertas à escolha dos novos donos – Lawrence Stroll, comandando um grupo de empresários. 
 
A nova investida foi através da Haas. A marca de energético foi anunciada como patrocinador-máster em novembro de 2018. O investimento alto significava que o carro ia ser pintado de preto e dourado, substituindo os tons de cinza utilizado em anos anteriores.
 
2019 começou tranquilo para a parceria, mas tudo tomou um rumo negativo nos últimos meses. A Rich Energy foi acusada de plagiar o logo da Whyte Bikes, montadora britânica de bicicletas. O processo judicial trouxe derrota para a marca de energéticos, que foi ordenada judicialmente a parar de exibir as marcas plagiadas a partir de 18 de julho.
 
Na última semana, em novo julgamento envolvendo os direitos na briga com a Whyte Bikes, a Suprema Corte Britânica forçou a marca de energéticos a divulgar suas finanças, revelando detalhes do acerto com a Haas e também dos lucros obtidos pela parceria.
 
Além disso, como resultado da sessão que aconteceu pouco depois do GP da Áustria, teve de pagar à empresa ATB, responsável pela Whyte Bikes, uma multa no valor de £ 35,416 - aproximadamente R$ 167 mil. 


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