carregando
F1

Dennis fala que reedição da parceria com Honda precisa impor domínio semelhante ao da Mercedes na F1

Diretor-executivo da McLaren, Ron Dennis afirmou que está confiante na reedição da parceria com a Honda e acha que é bastante possível que as duas fábricas consigam impor um domínio na F1, assim como aconteceu no fim dos anos 80

Warm Up / Redação GP, de São Paulo
Com a equipe completa para 2015, Ron Dennis quer o mundo. O diretor-executivo da McLaren afirmou que não vai se contentar em apenas vencer corridas na reedição da parceria com a Honda a partir do próximo ano. O inglês deseja repetir os anos de sucesso que viveu ao lado dos japoneses no fim dos anos 80.

Em 1988, a equipe inglesa, empurrada pelos fortes motores da fabricante nipônica, venceu 15 das 16 corridas daquela temporada, que acompanhou uma acirrada disputa pelo título entre Ayrton Senna e Alain Prost.

"O carro de 88 ficou pronto muito tarde, mas naquela época não havia um limite para testes, então, quando chegamos a Ímola, ficou claro o nível de competitividade das outras equipes. Na terceira volta cronometrada, o carro foi mais de um segundo mais rápido que os demais. No fim dos treinos, nós éramos dois segundos mais rápidos", contou o dirigente inglês.
McLaren testou pela primeira vez com a Honda em Silverstone (Foto: Honda)
"O que fizemos foi o mesmo que a nossa rival Mercedes fez neste ano. E esse é o nosso objetivo para o futuro: dominar. Lembro que, no início de 2014, eu disse que estávamos aqui para ganhar corridas. Então, você poderia chegar aqui, dizer que não vencemos nada e como estamos falando em domínio? A questão é que estamos nos preparando para isso. Mas esse tipo de desempenho não acontece a curto prazo, leva tempo", completou.

"Mas é o que estamos prestes a fazer agora, porque é a única coisa que se pode fazer quando se coloca lado a lado pessoas que só pensam em vencer", acrescentou.

Dennis mostrou total confiança na dedicação da Honda em promover um retorno bem-sucedido à F1. E ressaltou os recursos da montadora japonesa. "Eu estou confiante para a próxima temporada. Acho que temos perspectivas reais com relação aos nossos objetivos", finalizou Dennis.
MELHORES DO ANO

E assim, como num passe de mágica, 2014 passou. Foi rápido mesmo. Se Vettel decepcionou, a Mercedes dominou e o medo de acidentes fatais voltou à F1; se a Ganassi não correspondeu e Will Power fez chegar o dia que parecia inalcançável; se Márquez deu mais um passou para construir uma dinastia; se Rubens Barrichello viveu sua redenção, tudo isso é sinal das marcas de 2014 no automobilismo. Para encerrar e reforçar o que aconteceu no ano, a REVISTA WARM UP volta a eleger os melhores do ano.
RETROSPECTIVA 2014

O GRANDE PRÊMIO traz a RETROSPECTIVA 2014 e começa a mergulhar outra vez no que foi a temporada do Mundial de F1 — um ano de uma equipe só. A Mercedes e Lewis Hamilton foram os grandes destaques graças às marcas que alcançaram. A equipe se tornou a recordista de vitórias em um único campeonato graças a um acerto primoroso no desenvolvimento dos novos motores V6 turbo. O inglês se sagrou bicampeão e tornou-se o mais vencedor britânico da história da F1 e o segundo mais vitorioso dentre os pilotos em atividade — atrás só de Sebastian Vettel.
 
O INFLUENTE

A decisão de Sebastian Vettel de deixar a Red Bull "muito provavelmente" foi influenciada pelo desempenho do colega Daniel Ricciardo. A frase é de Christian Horner, o chefe da equipe austríaca. O tetracampeão viveu um ano irregular em 2014. Longe da disputa pelo título, Seb não conseguiu emplacar nenhuma vitória e terminou a temporada na quinta colocação, com 167 pontos e quatro pódios. Já Ricciardo foi o responsável pelos três triunfos do time das bebidas energéticas neste ano.


Leia a reportagem no GRANDE PRÊMIO.