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Cúpula da Ferrari cobra revolução na F1 e fala que solução é melhorar acesso dos jovens fãs: “Precisamos vê-los e ouvi-los”

Sergio Marchionne e Maurizio Arrivabene, presidente e chefe da Ferrari, respectivamente, avaliaram que a F1 precisa de uma revolução para atrair o público jovem e garantir a sobrevivência do Mundial

Warm Up / Redação GP, de São Paulo
Novo presidente da Ferrari, Sergio Marchionne não se acanhou na hora de contrariar Bernie Ecclestone para defender seu ponto de vista. Ao contrário do que diz o dirigente máximo da F1, o executivo de Maranello acredita que o Mundial precisa de uma “revolução” para sobreviver e prosperar.
 
Em meados de novembro, Ecclestone surpreendeu em uma entrevista à revista asiática ‘Campaign’ ao dizer que a F1 não precisa dos jovens.
Sergio Marchionne defendeu que a F1 precisa de mudanças (Foto: Ferrari)
“Estão me dizendo que tenho que achar um canal para conseguir fazer esse garoto de 15 anos assistir a F1 porque alguém quer colocar uma nova marca na frente deles? Eles não vão se interessar nem um pouco. Jovens vão ver a marca Rolex, mas vão sair e comprar um? Eles não podem comprar. Nosso outro patrocinador, a UBS — essas crianças não se importam com bancos. Não têm dinheiro o bastante para colocar nos bancos”, afirmou Bernie. “Prefiro atingir um rico de 70 anos”, cravou. 
 
“Não há motivo para tentar atingir essas crianças porque elas não vão comprar nenhum dos produtos aqui e, se os marqueteiros estão mirando este público, talvez devessem anunciar na Disney”, ironizou. 
 
O novo presidente da Ferrari, no entanto, não concorda com a postura do dirigente máximo da categoria e acredita que a F1 precisa mudar.
 
“Devemos simplificar e racionalizar, e tornar o esporte muito mais atrativo para o mundo em que vivemos”, avaliou Marchionne. “Do contrário, corremos o risco de apenas tirar selfies e nada mais”, continuou.
 
“Devemos, de fato, fazer uma verdadeira revolução e trabalhar nisso. Acho que podemos fazer alguma coisa em 2015”, opinou.
 
Na visão de Marchionne, a F1 se tornou impenetrável demais para os jovens, que estão acostumados a formas e entretenimento mais baratas e de satisfação imediata.
Maurizio Arrivabene sugeriu abrir coletiva de imprensa para o público (Foto: Ferrari)
Novo chefe do time de Maranello, Maurizio Arrivabene apoiou Marchionne e sugeriu que a F1 abra a coletiva de imprensa para os fãs em uma tentativa de tornar o esporte mais atrativo.
 
“Nós temos uma real possibilidade de fazer um show lá e uma oportunidade real de dar algum acesso aos jovens”, opinou Arrivabene. “Nós não precisamos de um novo regulamento para fazer isso, nós só precisamos da vontade de fazer”, seguiu.
 
“Temos, de fato, falado sobre isso nos últimos dias”, contou. “A F1 deve dar às pessoas o que elas querem em termos de espetáculo. As pessoas estão comprando ingressos — e ingressos caros — para assistir a F1”, lembrou.
 
“Nós precisamos ouvi-los, vê-los e aproximar o esporte de suas necessidades”, reforçou. “Isso seria bom para todos”, concluiu.
 
Por fim, Arrivabene ressaltou que a Internet é “um real competidor”: “Nós precisamos responder às necessidades dos fãs ou encontraremos pistas vazias e apenas daremos prêmios entre nós, porque ninguém vai assistir mais”, concluiu.
EM ANO DE MÁRQUEZ, MOTOGP FOGE DA MONOTONIA COM RENASCIMENTO DE ROSSI

Depois de surpreender o mundo do esporte com uma estreia espetacular, Marc Márquez voltou mais forte em 2014 e estendeu seu domínio na MotoGP. Mesmo com renascimento de Valentino Rossi e recuperação de Jorge Lorenzo, o piloto da Honda venceu as dez primeiras provas do ano — 13 no total —, mas não tornou o Mundial monótono.

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EM ANO DE DOMÍNIO DA PENSKE, POWER ENFIM GARANTE TÍTULO DA INDY 

A temporada 2014 da Indy teve emoção até o fim. Em ano dominado pela Penske, Simon Pagenaud foi o único a se meter na disputa entre os companheiros de equipe e brigou pelo caneco até a prova final em Fontana. Will Power foi o grande campeão, deixando Helio Castroneves com o vice pela quarta vez na carreira.

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ENFIM, O ANO DA CONSAGRAÇÃO

A REVISTA WARM UP acompanhou de perto e traz todos os detalhes de como Rubens Barrichello viveu o fim de semana que voltou a lhe proporcionar o grito de ‘é campeão’: os erros e os acertos, o peso e o alívio, o filho que pergunta e antevê o título. "Já se sente campeão?", disse, na manhã da corrida decisiva. E o pai que sorri

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