F1

Com ventos de 180 km/h, supertufão Hagibis avança no Pacífico e ameaça GP do Japão

Ex-meteorologista da Fórmula 1 apontou para o risco de mudanças na programação do GP do Japão por conta do supertufão Hagibis, que vem avançando na direção oeste do país e deve atingir Suzuka com força no fim de semana da corrida, especialmente no sábado de classificação

Grande Prêmio / Redação GP, de Campinas
O GP do Japão pode sofrer alterações em sua programação por conta do supertufão Hagibis, que ganhou força e deve atingir Suzuka com força, especialmente no sábado de classificação. A previsão é de chuva forte e ventos nos três dias.
 
Steffen Dietz, ex-meteorologista da F1, alertou para a probabilidade do circuito de Suzuka ser atingido pelo supertufão em sua conta no Twitter, principalmente pela força que o supertufão vem ganhando nos últimos dias, com a probabilidade de crescer conforme a semana passar.
 
"Querido público da Fórmula 1, com o tufão Hagibis, existe uma possível ameaça na situação meteorológica em Suzuka. A fotografia mostra o pior cenário, segundo um modelo. É uma possibilidade, ainda falta uma semana, mas o modelo e a formação são impressionantes. Sigam atentos", publicou Dietz.
 
"Hagibis aumentou bastante e agora é um supertufão, de categoria 4. A previsão da pista no Japão e na F1 é bem consistente. A probabilidade de qualquer impacto é alta, mas os detalhes permanecem incertos. Geralmente, o sistema enfraquece bastante antes de chegar no Japão, mas seguirá forte. Os modelos de hoje mostram uma propagação um pouco mais rápida, então, o impacto na F1 pode aparecer já no sábado", seguiu.
19º tufão do ano no Pacífico, o Hagibis veio das Filipinas e vem avançando em direção ao oeste do país, onde o autódromo de Suzuka é localizado. O último boletim divulgado pela Agência Meterológica aponta que ele se desloca a 25 km/h, com ventos sustentados de 180 km/h.
 
O treino classificatório já foi adiado de sábado para domingo em quatro oportunidades diferentes na F1, em todas por conta da chuva. Em 2004 e 2010, Suzuka não teve condições de receber a classificação no dia clássico, e a história se repetiu na Austrália, em 2013, e nos Estados Unidos, em 2015, este último por conta do furacão Patrícia.

Em 2014, o tufão Phanfone afetou as condições climáticas da corrida no Japão, que teve duas paralisações por bandeira vermelha, uma delas após o acidente de Jules Bianchi, que colidiu contra um trator que retirava o carro de Adrian Sutil. A prova foi vencida por Lewis Hamilton, e Bianchi veio a falecer nove meses depois.
 
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