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F1

Com Sainz, McLaren quebra jejum e volta ao pódio após quase 6 anos

Carlos Sainz não chegou a subir ao pódio, mas foi confirmado como terceiro colocado do GP do Brasil de F1 depois de finalizar a corrida em quarto, mas herdar uma posição com a punição imposta a Lewis Hamilton — por ter sido considerado culpado pelo incidente com Alexander Albon. É o primeiro top-3 da McLaren desde o GP da Austrália de 2014

Grande Prêmio, de Interlagos / FERNANDO SILVA, de Interlagos
A McLaren está de volta ao pódio da F1. Carlos Sainz herdou a terceira posição do GP do Brasil depois de ver Lewis Hamilton, então P3, ser punido em 5s por ter sido culpado pelo incidente que fez Alexander Albon rodar e perder o pódio. Sainz, que estava em quarto lugar, foi o beneficiado pela punição imposta ao hexacampeão e comemorou uma conquista que a McLaren não vivia há quase seis anos. Já no anoitecer deste domingo (17), em Interlagos, Sainz escalou o pódio e vibrou com a equipe britânica, que tem muitos motivos para sorrir em 2019.
 
A última vez que a equipe de Woking subiu ao pódio da F1 foi no GP da Austrália de 2014, abertura da temporada naquele ano. Kevin Magnussen, que fazia sua estreia na F1, cruzou a linha de chegada em segundo lugar, enquanto Jenson Button viveu situação parecida com a de Sainz neste domingo e herdou o terceiro lugar após a desclassificação de Daniel Ricciardo, que estreava pela Red Bull.
 
Desde então, a lendária equipe de Woking viveu um calvário que parecia não ter fim. 2014 marcou o fim da parceria de 20 temporadas com a Mercedes, com a McLaren fechando uma nova união que parecia fadada ao sucesso ao retomar um casamento vitorioso com a Honda, além de trazer de volta ninguém menos que o bicampeão, Fernando Alonso.
Carlos Sainz e membros da McLaren festejam no pódio (Foto: McLaren)
Só que tudo deu errado desde então. Um sem número de problemas e reclamações, falta de resultados e quebras sem fim fizeram do binômio McLaren-Honda, outrora sinônimo de sucesso, motivo de chacota na F1. O episódio mais conhecido e lembrado foi quando Alonso bradou para o mundo todo, via rádio, “motor de GP2” ao criticar a falta de potência da unidade motriz da Honda e justamente na casa da montadora japonesa, em Suzuka.
 
Pódio para a McLaren? Só pela galhofa de Alonso e Button, que já estavam enfadados pela série de problemas naquela temporada. Longe de qualquer patamar mínimo de competitividade, os veteranos resolveram brincar com as câmeras após a eliminação no Q1 e subir ao pódio. O local? Aqui mesmo, em Interlagos.
 
A relação azedou e se encerrou no fim de 2017. A Honda virou parceira da Toro Rosso em 2018 como laboratório para a Red Bull a partir desta temporada, enquanto a McLaren fechou uma nova união com a Renault. 
 
Mas o primeiro ano da equipe britânica ao lado da Renault não foi dos mais fáceis, e os resultados ficaram longe de ser os esperados. Alonso não aguentou andar no fim do grid e se aposentou no desfecho da temporada passada, enquanto Stoffel Vandoorne ficou longe de mostrar algum potencial — a ponto de levar 21 a 0 de Alonso nas classificações.
 
Então, a McLaren veio com tudo novo para 2019: uma jovem dupla de pilotos, formada pelo carismático e prodígio britânico Lando Norris, então com 19 anos, e Carlos Sainz, que chegou à equipe aos 24, mas com uma experiência razoável na F1. Na parte técnica, Andreas Seidl, ex-Porsche, assumiu o comando da equipe, enquanto Gil de Ferran passou a se dedicar ao projeto da McLaren na Indy.
Fernando Alonso e Jenson Button no pódio 'de mentira' da McLaren no GP do Brasil de 2015 (Foto: Reprodução)
E os resultados foram sendo conquistados aos poucos. Sainz se destacou ao se colocar como o ‘melhor do resto’ ao longo da temporada, mostrando performances bastante consistentes que o colocaram como um dos melhores pilotos do ano. 
 
O fim de semana do GP do Brasil parecia fadado ao fracasso depois de uma sexta-feira difícil e sem encontrar o melhor ritmo do carro. O sábado foi ainda pior, já que Sainz sequer conseguiu fazer tempo no Q1 por conta de problemas no motor, tendo de largar da última colocação.
 
No sábado, Sainz chegou a dizer que lutaria até o fim para marcar alguns pontos, algo que era considerado o único objetivo para o domingo. Só que o insano GP do Brasil presenteou a McLaren e Sainz pelo grande trabalho ao longo de 2019. Dono de uma corrida soberba e com uma estratégia ousada de apenas uma parada para troca de pneus, Sainz escalou o pelotão e se colocou em quarto, posição em que cruzou a linha de chegada.


 
Mas a punição a Hamilton, então terceiro colocado, levou Sainz a fazer sua própria festa com o troféu do GP do Brasil. 
 
E, depois de 5 anos, 8 meses e 1 dia, na mesma Interlagos que um dia viu um pódio ‘de mentira’ com Alonso e Button, Sainz colocou a McLaren de verdade no top-3 de uma corrida na F1. Um detalhe curioso: ao lado de dois pilotos que são empurrados por motor Honda: Max Verstappen e Pierre Gasly.
 
O GRANDE PRÊMIO cobre in loco o GP do Brasil com os jornalistas Evelyn Guimarães, Felipe Noronha, Fernando Silva, Flavio Gomes, Gabriel Carvalho, Gabriel Curty e Pedro Henrique Marum, e o fotógrafo Rodrigo Berton. Acompanhe todo o noticiário aqui e tudo dos bastidores e das atividades em pista AO VIVO e em TEMPO REAL.

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