F1

Chefe da Red Bull diz que amigo Vettel aceitou “grande proposta” da Ferrari no “momento certo da carreira”

Sebastian Vettel e Red Bull formaram uma parceria das mais vitoriosas da história da F1 desde que o alemão se juntou ao time austríaco em 2009. Mas agora o piloto decidiu alçar novos voos e deve pilotar o carro vermelho da Ferrari no ano que vem. Em entrevista aos jornalistas em Interlagos, incluindo o GRANDE PRÊMIO, Christian Horner disse que entendeu decisão de Vettel e que a hora é agora para mudar

Warm Up, de Interlagos / EVELYN GUIMARÃES, de Interlagos
A Red Bull se tornou em pouco tempo a equipe mais poderosa da F1 nos últimos anos, baseada especialmente em uma rara combinação de talento, inteligência e perspicácia. A tríade formada pelo piloto Sebastian Vettel, pelo chefe Christian Horner e pelo projetista Adrian Newey se mostrou quase imbatível, levou quatro títulos seguidos entre 2010 e 2013, somando nada menos que 34 triunfos neste período exato de conquistas máximas. Só que agora, como se sabe, esse forte trio será desfeito a partir do fim da temporada deste ano, com a perda de um alicerce importante, quando Vettel decidiu que era chegada a hora de alçar novos voos.

O fim da parceira foi anunciado ainda no Japão, no início de outubro, mas a decisão já estava tomada muito antes disso, logo depois que a F1 voltou das férias de verão, no fim de agosto. Na época em que revelou que estava de saída, um sábado, 4 de outubro, Sebastian disse que tomou esse caminho impulsionado pela “fome de fazer algo novo”. A Red Bull entendeu.

Ao menos é o que garantiu o Horner, o chefe da equipe austríaca, que conversou com os jornalistas brasileiros em Interlagos. Questionado pelo GRANDE PRÊMIO se ficou triste com a opção tomada pelo piloto, o inglês hesitou por um pequeno momento, mas soltou “Sim e não”.
Sebastian Vettel conversa com o chefe Christian Horner no paddock (Foto: Getty Images)
“Ele nos contou no Japão, na sexta-feira. Mas acho que foi realmente depois das férias de verão. O que posso dizer é que ele estava distraído. E ele não nos contou a razão, mas foi só no Japão que soubemos da situação”, contou o dirigente.

Na sequência, o britânico reafirmou que a decisão veio em um momento certo da carreira do tetracampeão e, mais uma vez, confirmou o destino do piloto. “Na verdade, é algo que você sabe que pode acontecer um dia, mas quando acontece...”, falou.

“Acho que é a hora certa para Seb e a equipe. Mas eu entendi, não fiquei exatamente triste. A Ferrari fez uma grande proposta. E é o momento certo para a sua carreira. E Seb sempre foi um fã do que Michael Schumacher fez”, acrescentou.

Horner considera Vettel um amigo. E disse que nada mudou entre eles ou entre o piloto e a esquadra dos energéticos depois que o alemão informou que havia optado por sair do time após o fim da temporada. “Absolutamente nada mudou a nossa relação”, assegurou Christian. “Nós somos muito próximos. Nós vivemos grandes dias juntos. Ele é um amigo, não só meu, mas de toda a equipe”, completou.

Atualmente, a equipe austríaca pena com um motor sofrível da Renault e não pôde entrar como gostaria em uma disputa mais ferrenha com a forte Mercedes. E Vettel vive um ano também de muitos infortúnios. Não venceu ainda e viu o companheiro Daniel Ricciardo subir ao degrau mais alto do pódio em três oportunidades: Canadá, Hungria e Bélgica. Ainda assim, a perspectiva de reação anima o grupo energético. "Estamos empolgados com o futuro. Adrian Newey vai seguir por aqui. OK, ele vai dar um passo atrás, mas ainda vamos poder desenhar com base em sua experiência. Ele ainda vai estar muito envolvido no desenho do RB11", completou Horner.