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F1

Chefe da Mercedes diz que 1-2 no Canadá apaga tensão de Mônaco, mas se queixa por críticas: “Parecia que éramos idiotas”

Toto Wolff, chefe da Mercedes, admitiu que a dobradinha de Lewis Hamilton e Nico Rosberg no GP do Canadá serviu para apagar o clima tenso vivido em Mônaco, há quase duas semanas. O dirigente se queixou das críticas e disse que toda a equipe vive altos e baixos na F1

Warm Up / Redação GP, de Curitiba
Chefe da Mercedes, Toto Wolff respirou aliviado depois da dobradinha conquistada por Lewis Hamilton e Nico Rosberg no GP do Canadá, na prova disputada neste domingo (7). O austríaco afirmou ainda que o desempenho ajudou a apagar os “tempos difíceis” vividos pela equipe alemã na etapa de Mônaco, realizada há pouco mais de duas semanas.

Em Monte Carlo, um erro de estratégia do time prateado custou o triunfo a Hamilton, que comandava a prova praticamente de ponta a ponta. A vitória caiu no colo de Rosberg, o que gerou um cenário polêmico e tenso dentro das garagens. Já em Montreal, a esquadra teve de lidar com o desgaste demasiado dos freios no carro do alemão e com o consumo excessivo de combustível no W06 pilotado por Lewis. Mas nada disso impediu o 1-2 da dupla.

"Devo dizer que, após o GP de Mônaco, a equipe teve de lidar com algo muito difícil", admitiu Wolff aos jornalistas em Montreal. "Nós fomos expostos a críticas maciças. Parecia que todas as nossas vitórias e campeonatos haviam sido esquecidos e que, de repente, éramos um bando de idiotas administrando uma equipe: e provavelmente é o caso quando você tem um bom carro e bons pilotos", continuou.
Lewis Hamilton brinca com Nico Rosberg no pódio (Foto: AP)
"Quer dizer, você vive altos e baixos. Bono [Peter Bonnington, engenheiro de pista de Hamilton] perdeu seu pai há poucos dias, e nós temos de dar todo o apoio a ele. Então, este resultado é muito satisfatório por causa do que aconteceu em Mônaco e depois de Mônaco", completou.

O dirigente ainda fez questão de ressaltar que a vitória não foi tão fácil quanto pareceu. Apesar da enorme vantagem imposta por Hamilton e Rosberg para os rivais, a equipe precisou administrar bem com situações tensas. "Este é um circuito exigente demais com os freios, e há um equilíbrio e uma linha fina que queremos manter, ou seja, não queremos interferir na corrida dos nossos pilotos. A ideia foi deixá-los lida com isso também", disse Toto, ao lembrar sobre os questionamentos dos pilotos sobre as condições um do outro.

"Ao mesmo tempo, nós também temos de assegurar que os dois carros completem a prova. Em determinado estágio, nós tivemos mais de 30s de diferença para Valtteri Bottas, e isso com temperaturas altas dos freios e consumo excessivo de combustível."

"Discutimos como manter esses dois parâmetros sob controle, mas foi uma situação tensa. Mas eu diria que não foi mais tenso do que em outras provas", encerrou.