F1

Chefe da Ferrari adota “tática psicológica” para manter Räikkönen motivado e adia conversa sobre novo contrato

O chefe da Ferrari, Maurizio Arrivabene, se disse muito contente com o desempenho de Kimi Räikkönen em 2015, mas afirmou que a renovação do contrato ainda vai demorar. Apesar dos elogios à performance do finlandês, o italiano quer usar uma abordagem mais psicológica, porque acredita que, sob pressão, Kimi trabalha melhor

Warm Up / Redação GP, de Curitiba
A Ferrari deseja manter Kimi Räikkönen na F1 para 2017, mas não vai oferecer um novo contrato agora porque sente que, sob pressão, o desempenho do campeão de 2007 é ainda melhor.

No último fim de semana, no Bahrein, o finlandês aproveitou a estratégia alternativa imposta pela equipe italiana para terminar a prova na segunda colocação, entre os dois os carros da Mercedes. Ainda, o pódio barenita foi o melhor resultado do nórdico até o momento em seu retorno à Ferrari.
Kimi Räikkönen conquista o primeiro pódio com a Ferrari no retorno à equipe no GP do Bahrein (Foto: AP)
"Estou muito feliz por Kimi", disse o chefe da esquadra ferrarista, Maurizio Arrivabene logo depois da corrida. "Eu posso afirmar oficialmente que ele está de volta. Ele mostrou que tipo de animal de corrida que é. Kimi apresenta o seu melhor que quando está em apuros, sob pressão", completou.

A escuderia de Maranello ainda tem de decidir se vai ou não acionar a opção para manter Räikkönen na próxima temporada, e Arrivabene entende que, enquanto o finlandês estiver forte como no Bahrein, deseja mantê-lo na expectativa. É tática psicológica, segundo o italiano.

"Estou realmente feliz com os pilotos que temos", falou o dirigente. "Mas isso não significa que vou assinar amanhã com Kimi. Eu disse a ele que tudo depende da performance. E ele tem demonstrado que grande piloto é", acrescentou.

"Se você está me perguntando se ele merece a renovação de contrato agora, eu vou dizer que sim. Mas se vou dizer que sim, também não quero que o piloto adormeça. Essa é uma abordagem psicológica. No momento, o papel está em branco. Às vezes, você precisa deixar a caneta longe e aí Kimi vai ao pódio...", finalizou.