carregando
F1

Chefão da F1, Ecclestone diz que chegada da Heineken vai despertá-lo para uso das redes sociais

Bernie Ecclestone acredita que a chegada da Heineken como patrocinadora da F1 poderá ajudar a impulsionar sua participação nas redes sociais. Aos 85 anos, o dirigente britânico sempre se mostrou avesso a plataformas como o Facebook, o Twitter e o Instagram. A F1 só se abriu um pouco mais às redes recentemente

Warm Up / Redação GP, de Sumaré

Totalmente avesso às redes sociais, Bernie Ecclestone acredita que a chegada da Heineken como patrocinadora da F1 vai servir como uma forma de despertá-lo ao uso das plataformas e de seus benefícios. O chefe supremo do esporte, aos 85 anos, entende que a influência da cervejaria holandesa será importante e poderá mudar sua atitude e forma de pensar a respeito. O slogan da Heineken vai totalmente de encontro ao que diz Ecclestone: "Abra seu mundo", em tradução literal.
 
A aproximação entre as marcas acaba sendo valiosíssima para a F1, que sofre uma baixa globalizada em termos de audiência e, diferente da Heineken, tem dificuldade em se vender, no sentido de ideias e posicionamento — o atraso é visto, por exemplo, nas redes sociais: a categoria fez uma conta no Facebook neste ano e os vídeos no YouTube não podem ser embedados em notícias. 
 
Assim, a Heineken e seu bem sucedido marketing levam credibilidade, peso e novas propostas de divulgação da F1 de Bernie Ecclestone.
Bernie acredita que a chegada da Heineken à F1 vai despertá-lo para as redes sociais (Foto: Reprodução)
Em entrevista coletiva durante o anúncio da Heineken como a mais nova patrocinadora da F1, na última quinta-feira (9), em Montreal, Ecclestone disse que a chegada da marca poderá incentivá-lo a usar com mais afinco as redes sociais.
 
“Absolutamente. Comecei a me interessar um pouco mais ultimamente antes da chegada da Heineken, mas eles me vão despertar um pouco. Nunca li muitas notícias e nunca acreditei que gente de fora faça coisas que dizem que vão fazer. De modo que vamos esperar e vamos ver, mas estou feliz por estar trabalhando com eles”, declarou.
 
Estima-se que o acordo da Heineken com a F1 tenha duração até a temporada 2023 e valha algo em torno de US$ 250 milhões — ou R$ 843 milhões na cotação atual. Mas Bernie disse que a chegada da marca vale por si só, deixando em segundo plano o fator financeiro.
 

“Isso é bom. Gosto de atrair grandes marcas e estou feliz, muito feliz, obviamente. Isso é bom para todas as marcas, porque todas elas se ajudarão umas as outras. Não tem nada a ver com dinheiro. Não é esta a chave. Adoraríamos tê-los conosco mesmo se eles não nos pagassem nada”, garantiu o britânico, que revelou quer rejeitado acordo com outras cervejarias para fechar com os holandeses.
 
“É bom que eles estejam felizes de estar conosco. Tivemos mais empresas neste estilo, marcas de cerveja que quiseram chegar à F1 com a gente, mas dissemos não a todas. Eles [a Heineken] são pessoas responsáveis”, complementou.
 
PADDOCK GP #32 DEBATE MotoGP, F1, INDY E STOCK CAR