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F1

Chefão da F1 admite chance “significativa” de cancelamento do GP da China

Chase Carey afirmou que a segurança dos fãs e das equipes é prioridade por conta da epidemia de Coronavírus que afeta a China e deve cancelar o GP marcado para o dia 19 de abril. Chefe tenta trabalhar para encontrar uma nova data, mas encontra dificuldades

Grande Prêmio / Redação GP, de Campinas
A Fórmula 1 vive uma situação de indefinição com o GP da China. Marcado para acontecer no dia 19 de abril, a prova corre um grande risco de ser cancelada por conta da epidemia de Coronavírus que afeta o país mais populoso do mundo. A categoria tenta agilizar soluções para manter a etapa.
 
Em entrevista à emissora inglesa Sky Sports, Chase Carey, diretor-executivo da F1, reconheceu que existe uma chance significante do cancelamento da corrida, realizada ininterruptamente desde 2004 em Xangai.
 
"Nossos pensamentos e orações estão com todos os afetados na China, e reconhecemos a importância disso. Reconhecemos que estas situações criam incertezas sobre a realização de um evento na China. Vamos esperar por mais recomendações, mas reconheço que existe uma chance significativa, com a probabilidade de ser adiado", declarou Carey.
A largada do GP da China (Foto: Mercedes)
A última vez que uma prova da F1 foi cancelada foi em 2011. Na época, os protestos da Primavera Árabe impediram a realização do GP do Bahrein. Foi a única vez que a prova do Oriente Médio não foi disputada desde a introdução, em 2004.
 
"A esperança é que as pessoas lidem com isso melhor em breve. Surgiu muito rápido. Os casos na China foram muito restritos. Estamos cientes e vamos continuar monitorando para lidar com isso. Segurança para os nossos fãs e times está em primeiro lugar", continuou.
 
Carey também falou sobre a dificuldade de encontrar uma nova data para a corrida. Rumores indicaram que a F1 trabalhou com a possibilidade de um encaixe em outubro, mas a ideia foi inicialmente rejeitada pelos times. O Coronavírus registrou 40 mil casos e pouco mais de 1100 mortes.
 
"Parte do desafio é que não sabemos sobre o espaço de tempo, então é difícil dizer que data funciona. Temos um calendário cheio, então não é fácil remarcar a corrida quando estamos próximos de abrir a temporada. A China é um parceiro importante, estamos animados por crescer nessa parceria, mas reconhecemos o que é mais importante antes. Vamos trabalhar com nossos parceiros chineses para ver as opções existentes", concluiu.
 

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