Endurance

Alonso admite sorte após revés do Toyota #7 em Le Mans: “Não fizemos por merecer a vitória”

Fernando Alonso comemorou pela segunda vez a vitória em Le Mans. O agora campeão do Mundial de Endurance ao lado de Sébastien Buemi e Kazuki Nakajima entende que foi brindado pela sorte na esteira do revés sofrido por José María ‘Pechito’ López, que teve dois furos no pneu já na reta final das 24 Horas de Le Mans

Grande Prêmio / Redação GP, de Sumaré
O desfecho da 87ª edição das 24 Horas de Le Mans ganhou contornos dramáticos neste domingo (16). Com menos de duas horas para o fim, a vitória parecia mais do que encaminhada ao Toyota #7, que vinha sendo guiado pelo argentino José María ‘Pechito’ López. Mas uma sequência de dois furos no pneu e uma falha que deixou o câmbio travado em terceira marcha possibilitou que uma vantagem de mais de dois minutos virasse pó. Kazuki Nakajima, que estava no Toyota #8 tripulado também por Fernando Alonso e Sébastien Buemi, fez a ultrapassagem e comemorou a vitória, pela segunda vez, em Le Mans.
 
Na opinião de Alonso, desta vez a sorte foi determinante para o resultado final. O próprio piloto, agora campeão mundial de endurance, reconhece que não fez por merecer a vitória, mas lembrou de outras vezes em que o azar o prejudicou, sobretudo na F1.
 
“É uma montanha russa de emoções. Às vezes você está dois minutos atrás, outras vezes, dois à frente. Hoje foi nosso dia de sorte. Podemos jogar na loteria mais tarde, porque um furo no pneu na última hora nos presenteia com uma vitória que talvez não fizemos por merecer na pista”, declarou o espanhol no pódio de Le Mans.
Kazuki Nakajima, Sébastien Buemi e Fernando Alonso no topo em Le Mans (Foto: Fox Sports/Twitter)
“O carro #7 foi mais rápido na pista durante as 24 Horas e foi por esse percalço que vencemos. Mas perdi vários títulos mundiais na F1 pelo azar e hoje tive muita sorte”, reconheceu.
 
A vitória não era necessária para a confirmação do título, mas foi a cereja do bolo de Alonso na sua rápida incursão pelo Mundial de Endurance, um campeonato que o espanhol promete retornar em breve, na nova era dos hipercarros.
 
 “Sim, [o título mundial] era a prioridade para conseguir nesta corrida. No ano passado, me comprometi a fazer os dois campeonatos ao mesmo tempo, ainda que o calendário tivesse sido muito exigente, queria buscar este título. E conseguir agora, e em Le Mans... não tenho palavras”, comemorou.
 
Questionado se vai estar em 2020 em Le Mans, Alonso só deixou uma certeza: não vai ser como piloto. “Vou ver no ano que vem, ou como espectador ou, se houver uma boa proposta, como comentarista”, finalizou.
 

Paddockast #22
O que torna uma corrida de qualquer categoria legal? E chata?




Apoie o GRANDE PRÊMIO: garanta o futuro do nosso jornalismo

O GRANDE PRÊMIO é a maior mídia digital de esporte a motor do Brasil, na América Latina e em Língua Portuguesa, editorialmente independente. Nossa grande equipe produz conteúdo diário e pensa em inovações constantemente, e não só na internet: uma das nossas atuações está na realização de eventos, como a Copa GP de Kart. Assim, seu apoio é sempre importante.

Assine o GRANDE PREMIUM: veja os planos e o que oferecem, tenha à disposição uma série de benefícios e experiências exclusivas, e faça parte de um grupo especial, a Scuderia GP, com debate em alto nível.