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DTM

Fittipaldi vê DTM como “F1 do Turismo” e celebra ano ao lado de “pilotos espertos”

15º colocado em seu ano de estreia no DTM, Pietro Fittipaldi vai em 2020 para a Super Formula no Japão. Mas com a experiência adquirida numa categoria em que pilotou ao lado de “quem é esperto na pista”

Grande Prêmio / FELIPE NORONHA, de São Paulo / FERNANDO SILVA, de Sumaré
Pietro Fittipaldi se muda para a Super Formula em 2020, após um ano de DTM. Mas não é que ele deixe a categoria alemã com pensamentos negativos sobre ela: na verdade, os elogios são diversos.

Em entrevista ao GRANDE PRÊMIO, por exemplo, ele comentou de forma positiva sobre duas coisas: os pilotos com quem dividiu pista e o carro que teve a chance de pilotar pela Audi — ficou em 15° em sua estreia na categoria.

"O grid é muito competitivo. Tem cara de muita experiência lá. Tem o Jamie Green, o Mike Rockenfeller, eles têm mais de 10 anos no DTM. Você corre com caras que têm uma experiência imensa e sempre nas mesmas pistas. O campeonato não troca muitas pistas. Tem uma, duas novas, mas as principais são as mesmas. É muito competitivo", analisou o brasileiro.

Em 2019, o campeão foi René Rast, que levou seu segundo título em quatro anos na competição. O alemão anotou 72 pontos de diferença para o vice, Nico Müller, recorde da história do DTM.
Pietro Fittipaldi (Foto: DTM)
Já sobre o carro, Fittipaldi o colocou acima dos similares de turismo: "Meu carro lá era especial de pilotar, um carro de turismo, mas se você comparar ele com os outros de turismo, é como se fosse o Fórmula 1 do Turismo."

"O chassi é de fibra de carbono, tem muita aerodinâmica, então é um carro especial de pilotar. Então no começo tive que aprender muito com os caras mais experientes da Audi, eles nos ajudavam muito por ser o primeiro ano da nossa equipe (o brasileiro correu pela Audi WRT). Tive que aprender várias coisas com eles."

"Mas no final das contas é sempre bom correr com os caras experientes, porque eles não cometem erros nas corridas, não fazem coisas loucas - não é que sejam conversadores, mas são espertos. Mas, principalmente, na área de estratégias, eles tiveram vantagem por já correrem lá há alguns anos. É muito competitivo", concluiu.
Pietro Fittipaldi (Foto: Audi)
Por fim, ele também comentou sobre como o paddock do DTM é mais 'livre' para conversas do que em categorias maiores, o que lhe deu chance de conversar com mais pilotos.

"Você consegue (conversar mais). Você tem amizades fora da sua montadora. Na BMW tem um cara, Joël Eriksson, que eu corri com ele na Fórmula Renault, acho, sempre foi amigo, então você tem essas amizades – mas claro que todo mundo está lá fazendo seu trabalho."

"Até seu próprio companheiro de equipe é seu amigo, mas na verdade ele é seu primeiro rival. Então você tem amizades, mas quando entra na pista, está no carro, é cada um por si", encerrou Fittipaldi.
 

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