Dominante em 2013, Volkswagen apoia congelamento no desenvolvimento dos carros do WRC
De olho nos custos cada vez mais altos do WRC, a Volkswagen entende que o congelamento no desenvolvimento dos carros vai ajudar times como M-Sport e Citroën a continuarem na categoria. A Hyundai também deve fazer suas primeiras provas no Mundial em 2014
Em busca da contenção dos custos no WRC e, principalmente, da manutenção das principais marcas no certame, a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) decidiu congelar o desenvolvimento dos carros para 2014. A decisão contou com o apoio da Volkswagen, que domina a temporada depois de ter desenvolvido o Polo R WRC por cerca de um ano e meio antes da estreia no Mundial. A decisão também foi apoiada por Citroën e M-Sport, principal equipe-cliente da categoria.
A decisão evitou que a M-Sport deixasse o Mundial de Rali. Segundo estimativas, a equipe, que é cliente da Ford — montadora que deixou o WRC de maneira oficial no fim de 2012 —, teria de gastar R$ 10,24 milhões se quisesse desenvolver os carros para a próxima temporada. Esta economia acaba por manter a escuderia britânica no grid em 2014.
Mesmo dominante e maior interessada em prosseguir no desenvolvimento do seu Polo R WRC, a Volkswagen entende que a decisão sobre o congelamento favorece a estabilidade da categoria, mantendo não apenas a M-Sport no grid, mas também a Citroën.
“Nós conversamos sobre o que é melhor para o futuro e qual é o melhor para manter o nível de inscrições no campeonato. E depois de conversar sobre tudo isso, nós entendemos que a melhor maneira é permanecer com os carros que nós temos neste ano”, declarou Jost Capito, diretor-esportivo da Volkswagen, em entrevista veiculada pela revista britânica ‘Autosport’.
O gesto por parte da Volkswagen foi decisivo para que a FIA aceitasse o congelamento no desenvolvimento dos carros do WRC para o ano que vem.
Malcolm Wilson, dono da M-Sport, agradeceu o gesto de Capito e da Volkswagen. “Estamos muito gratos por isso. Como você pode imaginar, tanto por mim quanto por Yves [Matton] — chefe de equipe da Citroën —, este é um movimento bastante positivo. Sabemos que ainda podemos estar competitivos no ano que vem sem ter de gastar milhões em desenvolvimento”, comemorou o britânico.
“Ok, a Volkswagen ainda tem a melhor dupla, talvez os três melhores pilotos no esporte, mas, ainda assim, depois da proposta de Jost, sabemos que os carros estarão em condições leais de concorrência para a próxima temporada”, complementou Wilson, bastante aliviado.
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