F1
14/04/2018 05:19

Surpreso com força da Ferrari, chefe da Mercedes culpa pista fria por falta de aderência e queda de ritmo na China

Toto Wolff não escondeu a surpresa por ver a Ferrari como força dominante neste sábado de classificação do GP da China. O chefe da Mercedes apontou o frio no asfalto de Xangai, estimado em 15ºC, como motivo pelo qual Valtteri Bottas e Lewis Hamilton não conseguiram lutar pela pole. Contudo, com o aumento da temperatura previsto para domingo, o austríaco se mostrou esperançoso em viver um domingo mais feliz
Warm Up / FERNANDO SILVA, de Sumaré
 Toto Wolff às vésperas do início da temporada 2018 da F1 (Foto: Mercedes)

A Mercedes teve uma performance irreconhecível na sessão classificatória que definiu o grid de largada do GP da China neste sábado (14). Dona da pole-position de forma consecutiva em Xangai desde 2012, desta vez a equipe tetracampeã do mundo sucumbiu ao melhor ritmo da Ferrari. Toto Wolff, chefe da Mercedes, se mostrou muito surpreso com a força da rival e apontou o grande motivo para a queda de performance das Flechas de Prata de Valtteri Bottas e Lewis Hamilton, terceiro e quarto do grid chinês, respectivamente: a temperatura da pista.
 
Desde a manhã de sábado, o frio deu o tom nas atividades de pista em Xangai. A temperatura da pista foi estimada em 15ºC tanto no terceiro treino livre como também na classificação. E o ritmo da Mercedes com os pneus ultramacios em tais condições foi muito inferior ao da Ferrari. Daí se explica os 0s5 de diferença entre o tempo do pole Sebastian Vettel para Bottas. 
 
“Não esperávamos que a Ferrari fosse tão forte. Eles foram fortes durante o dia todo. Sua performance na classificação a colocou no topo, e nós realmente temos algo a pensar a respeito”, afirmou Wolff, em tom de alerta, à emissora britânica Sky Sports.
Lewis Hamilton seqier teve condições de lutar pela pole em Xangai (Foto: AFP)
O dirigente austríaco entende que o W09 EQ Power+ não conseguiu fazer funcionar os pneus ultramacios na janela correta diante da baixa temperatura do asfalto chinês.
 
“É complicado. Estamos com falta de aderência. Você pode ficar fora da janela [de funcionamento] com os pneus muito quentes ou muito frios. São dois extremos, como o que tivemos no Bahrein. Acho que é uma questão de pneu”, ponderou.
 
Contudo, diferente de Hamilton, que se mostrou pessimista sobre as condições da Mercedes em lutar com a Ferrari, Toto Wolff acredita que há potencial para viver um domingo bem mais feliz e positivo do que foi o sábado. 
 

“Amanhã é esperado que seja muito mais quente, por isso espero que tenhamos feito a coisa certa e que tenhamos um ritmo de corrida muito melhor do que a Ferrari”, finalizou.
 
A largada do GP da China acontece neste domingo às 3h (horário de Brasília). O GRANDE PRÊMIO acompanha AO VIVO e em TEMPO REAL todo o fim de semana da terceira etapa da temporada 2018 do Mundial de F1.
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