F1

Maldonado se diz frustrado por ano ruim da Williams e admite incerteza sobre permanência na F1

Pastor Maldonado se mostrou bastante decepcionado com a má temporada da Williams em 2013 e admitiu que ainda não sabe se terá o apoio da estatal PDVSA para permanecer em 2014

Warm Up / Redação GP, de São Paulo
 

Pastor Maldonado não escondeu a decepção com a má temporada da Williams em 2013. Após mais uma participação fraca, agora na Coreia do Sul, no último final de semana, em que completou a prova apenas em 13°, o venezuelano afirmou que prefere ficar em casa a disputar as últimas posições do grid em 2014 e ressaltou a importância de ter nas mãos um carro competitivo.

Em 2012, Maldonado venceu com a Williams pela primeira vez na carreira, no GP da Espanha, mas, neste ano, a equipe inglesa não consegue repetir o mesmo desempenho, tendo marcado apenas um ponto depois de 14 corridas. "Realmente preciso de um bom carro para me divertir, e este ano não é isso que está acontecendo", disse o piloto em entrevista ao site da revista inglesa 'Autosport'.
Pastor Maldonado está decepcionado com ano da Williams na F1 (Foto: Williams/Twitter)

"Estou vivendo um momento muito ruim e preciso de alguma motivação para continuar dando o meu melhor. Quero mais. Estou aqui para algo a mais. Não quero apenas estar na F1, eu estou aqui para vencer e preciso fazer tudo que for possível para isso", completou Maldonado, responsável pelo único ponto do time de Grove no Mundial.

O piloto ainda insistiu que não possui dúvidas sobre sua capacidade de conseguir bons resultados a bordo de um carro competitivo. "Estou ansioso para ter um carro melhor no próximo ano. Sempre mostrei que, com um bom carro, sou capaz de lutar por vitórias e campeonatos. E é muito decepcionante me ver sempre disputando o Q2", afirmou.

"Não estou aqui para brigar com o Valtteri Bottas. Ele é um bom piloto, mas não é meu objetivo. Quero lutar com os grandes aqui. Em Barcelona, quando tive a chance de lutar por uma corrida, eu ganhei, então estou 100% pronto para vencer", acrescentou.

Ao ser questionado sobre o futuro, Maldonado admitiu que ainda não tem certeza se vai ou não continuar na F1 no próximo ano, especialmente por conta dos desdobramentos políticos em decorrência da morte do presidente venezuelano Hugo Chávez, ainda em março deste ano.

A estatal PDVSA tem apoiado a carreira de Pastor na F1 desde sua estreia em 2011. "Espero estar no grid, mas nunca se sabe. Pode-se contar com apoio ou não, nunca se sabe. A F1 é assim", disse. "No ano passado, eu estavam vencendo corridas, mas hoje eu não sou nada. Neste ano, estou aqui, mas no outro ano não sei onde estarei", acrescentou.

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