F1
05/09/2012 16:06 - Atualizada 05/09/2012 16:32

Hamilton está perto de deixar McLaren para substituir Schumacher na Mercedes em 2013, afirma Jordan

Ex-chefe de equipe, comentarista da BBC e uma das pessoas mais bem informadas no paddock da F1, Eddie Jordan garante que Lewis Hamilton vai deixar a McLaren para ser companheiro de Nico Rosberg na Mercedes
Warm Up / Redação GP, de Sumaré
 Lewis Hamilton vence na Hungria

Pode estar mesmo chegando ao fim o casamento entre Lewis Hamilton e a McLaren. Ex-chefe de equipe, atual comentarista da BBC e uma das pessoas mais bem informadas do paddock da F1, Eddie Jordan garante que o britânico, campeão mundial de 2008, seguirá novos rumos em sua carreira, deixará a McLaren e, a partir da próxima temporada, correrá pela Mercedes, substituindo Michael Schumacher, ex-piloto de Jordan, que pode se aposentar, de maneira definitiva, no fim de 2012. Segundo o comentarista irlandês, "Hamilton e Mercedes já definiram termos pessoais e o acordo é iminente".

Cada vez mais Hamilton vem demonstrando insatisfação na McLaren. Seu contrato se encerra no fim desta temporada, e, em várias oportunidades, o britânico deixou claro que deseja um aumento substancial no seu salário, mas vem impondo condições para a prorrogação do seu vínculo, como a premissa de ficar com os troféus, que, tradicionalmente, ficam na sede do time, em Woking.

E para acender ainda mais a chama das especulações, no último fim de semana, Lewis publicou em sua conta no Twitter uma foto da telemetria dos carros seu e de Jenson Button. Hamilton se mostrou insatisfeito por ter sido preterido pela equipe ao não poder usar a nova asa traseira projetada para o GP da Bélgica. Minutos depois, o piloto deletou as postagens da sua rede social, mas o estrago já estava feito, gerando críticas, inclusive, de Button.

Segundo Eddie Jordan, Lewis Hamilton está próximo de dar adeus à McLaren (Foto: McLaren)

Os rumores ganharam mais força depois de Bernie Ecclestone, chefão da F1, ter feito declarações sobre Schumacher em tom de despedida. Em entrevista ao próprio Eddie Jordan, o dirigente britânico comentou. “Lamento que ele esteja nos deixando sem vencer, porque ele é um vencedor”. Em seguida, o comentarista perguntou se Michael está definitivamente se aposentando, mas Bernie, esperto, desconversou. “Não sei, não sei”.

No último domingo (2), o heptacampeão mundial e maior vencedor da história da F1 reiterou que ainda não tomou uma decisão definitiva sobre seu futuro. “Conversei [com Bernie] ontem, não tomei uma decisão”, garantiu o veterano, de 43 anos.

Diante dos últimos acontecimentos, Jordan apurou a movimentação em torno do futuro de Hamilton e assegurou que o acordo com a equipe de Brackley está muito próximo. “Semanas atrás disse na TV que senti Lewis estava saindo, e eu imaginei que ele estivesse falando da Ferrari, e agora sabemos que é verdade. Mas agora posso confirmar que pessoas ligadas a ele tiveram reuniões com a Mercedes”, disse.

“Bernie Ecclestone deixou claro para mim, ao vivo pela TV no domingo, que Schumacher estava saindo, embora Schumacher, mais tarde, tenha negado. Então parece que Michael está saindo e Lewis chegando na Mercedes”, informou o comentarista irlandês.

Entre as chaves para a saída de Hamilton da McLaren está, principalmente, o fator financeiro. “De fato, a equipe deixou claro que não pode oferecer um grande salário como o que recebe atualmente — € 15 milhões —, que foi negociado antes da crise econômica global. Além disso, a McLaren terá de pagar, neste ano, pela primeira vez, pelos motores Mercedes”, considerou. Outro fator considerado relevante nesta eventual marcha rumo a Mercedes é a influência de Simon Fuller, gestor de sua carreira. De acordo com Jordan, a presença de Hamilton na Mercedes, uma marca de alcance global, seria muito mais positivo para sua carreira do que ficar na McLaren.

Procurada pela reportagem da BBC, a McLaren, por meio da sua assessoria de imprensa, disse que as negociações entre Hamilton e a equipe ainda estão em curso.


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