Equipes vencem briga com FIA e promovem volta do sistema antigo de classificação a partir do GP da China
As equipes saíram vencedoras da batalha que travaram com a FIA e a FOM e conseguiram a aprovação do retorno do sistema de classificação usado até o ano passado na F1. Em 2016, o Mundial havia lançado mão de um formato complicado e que eliminava um piloto a cada 90s. O modelo não caiu nas graças de pilotos e fãs e acabou sendo alvo de críticas
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Na verdade, a F1 vivia um impasse em uma batalha política entre os dirigentes e os times do grid. Isso porque o presidente da FIA e Ecclestone não queriam voltar ao sistema antigo, defendendo que o atual precisava ser apenas aprimorado. Ambos também se recusavam a dar às equipes a opção de voltar ao modelo de 2015. Só que, para qualquer mudança no regulamento neste estágio, exige-se um acordo unânime entre as partes. E esse entendimento só veio por meio de muita pressão.

Na tensa reunião realizada entre Todt, Ecclestone, as equipes e a Pirelli ficou decidido abolir o modelo de ‘dança das cadeiras’, que foi introduzido às presas para esta temporada, e voltar ao sistema de definição do grid que foi usado entre 2006 e 2015. O formato de eliminação de um piloto a cada 90s foi alvo de críticas de todos os lados e não durou mais que as duas primeiras etapas.
Antes do encontro, porém, as 11 escuderias da F1 ainda se juntaram e exigiram, por meio de uma carta, a volta do formato antigo, o que deixou a entidade-mor sem opção para propor um método alternativo. Os times também rejeitaram o sistema de classificação agregado proposto pela FIA, em reunião ainda durante o GP do Bahrein, na semana passada.
A oferta apresentada pelos dirigentes seguia a essência do que foi a classificação até o ano passado, mas com os pilotos tendo de marcar duas voltas cronometradas em cada um dos três períodos da classificação — Q1, Q2 e Q3 —, valendo então os tempos agregados para definir a posição de cada piloto nas fases do treino classificatório.
Em nota, a FIA afirmou que, "diante do pedido unânime das equipes e pelo interesse do campeonato, Jean Todt e Bernie Ecclestone aceitaram a proposta de voltar ao sistema de classificação de 2015". O comunicado ainda revelou que uma nova solução para 2017 será estudada.
Apesar da insistência em voltar ao modelo de 2015, as equipes se mostraram abertas a discussão de uma atualização do formato, incluindo até mesmo modelos mais radicais, mas apenas para o fim da temporada e se o título já estiver decidido. Ou ainda somente para 2017.
"As pessoas parecem esquecer o que estamos tentando fazer, que é tentar embaralhar o grid, porque o que vimos não fez muita diferença. Lewis Hamilton nos ajudou com suas más largadas e a Ferrari parece ter conseguido evoluir, então talvez as coisas mudem um pouco", completou o inglês.
"E quanto ao formato, a menos que possamos encontrar um entendimento entre todos, não vamos a lugar nenhum. É simples assim", acrescentou o dirigente.
Agora, todo um processo vai começar para tornar a regra oficial. Primeiro, a proposta será colocada na mesa pelo Grupo de Estratégia e pela Comissão de F1, para então ser ratificada pelo Conselho Mundial da FIA.
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