Di Resta fala em provas divertidas e minimiza críticas aos pneus: “Barcelona é a corrida mais difícil”

Em entrevista à revista inglesa ‘Autosport’, Paul di Resta minimizou as criticas recebidas pela Pirelli e afirmou que todos sabem que o circuito de Barcelona é muito exigente com os pneus. Piloto da Force India defendeu que as corridas seguem interessantes

A chuva de críticas recebidas pela Pirelli após o GP da Espanha de F1 não são uma unanimidade entre todos os pilotos da categoria. Em entrevista à revista britânica ‘Autosport’, Paul di Resta saiu em defesa dos compostos e afirmou que, apesar do desgaste, as corridas seguem animadoras. 
 
Na visão do britânico, os GPs seguem o mesmo formato do ano passado e o maior número de paradas para alguns pilotos, permite que os demais competidores sigam com chances de ganhar posições mesmo nas últimas voltas. 
Di Resta acredita que corridas continuam divertidas apesar do número de paradas (Foto: Force India)
“Pode ser chato na frente, mas não é chato quando você está a corrida todo lutando por posição”, disse di Resta. “Até mesmo com 11 voltas para o fim da última corrida, nós estávamos lutando por posições na pista, porque nós sabíamos que estávamos em uma estratégia de quatro paradas e tínhamos de chegar na frente de alguns carros que estavam fazendo três paradas. É uma grande coisa”, continuou. 
 
“Em alguns GPs você fica assustado na sexta-feira, pois acha que vai fazer muitas paradas, mas até domingo os engenheiros resolvem as coisas”, comentou. 
 
Di Resta destacou que a Force India foca em sua performance durante a corrida, uma vez que a equipe sabe que não terá condições de brigar pelas duas primeiras filas. Ainda assim, Paul ponderou que mesmo que tenha de poupar pneus durante a prova, é importante ter a chance de brigar até o fim. 
 
“Estamos ansiosos pela performance na corrida, porque sabemos que nosso carro não vai brigar pelas duas primeiras filas na classificação”, contou. “Você já está com um pé atrás, então você tem de parar de pensar nisso e começar a pensar sobre a corrida e em lutar no final, quando os outros estão com problemas.”
 
“É isso que mantém as corridas animadoras e desafiadoras”, comentou o companheiro de Adrian Sutil. “Mesmo que chegue ao ponto em que você tem de poupar os pneus para isso, você não sabe onde vai estar.”
 
“Outra coisa – e eu não estou me deixando levar – é assim em todas as corridas. Para nós, têm sido como no ano passado”, falou. “Nós sabemos que Barcelona é a corrida mais difícil para os pneus, então não espero que Mônaco seja muito diferente este ano”, concluiu. 
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