Claire Williams revela tristeza com fase da equipe e garante: “Não vou me render até que voltemos ao topo”

Filha do mítico Frank Williams e nova chefe adjunta da equipe britânica, Claire Williams disse que “dói de verdade” ver o time em crise com falta de resultados. A dirigente negou que a saída de Toto Wolff para a Mercedes tenha atrapalhado a temporada de seu time em 2013


Escolhida pelo pai e lendário dirigente Sir Frank Williams para dar sequência ao seu legado no comando da equipe que leva seu sobrenome, Claire Williams, nova chefe adjunta do time, tem uma duríssima missão logo em sua chegada a um posto de comando na F1. Ao lado de Frank, hoje com 71 anos, a jovem dirigente britânica, de 36 anos, tem a nada fácil tarefa de ajudar a multicampeã (nove vezes do Mundial de Construtores e outras sete do Mundial de Pilotos) a sair do fundo do poço em que se encontra atualmente e voltar a figurar no topo da categoria.

Entretanto, os tempos são difíceis pelos lados de Grove. A Williams, tão acostumada a glórias ao longo de sua história, está próxima de consolidar o pior início de temporada desde que foi à pista pela primeira vez chamando oficialmente Williams, no GP da Argentina de 1975, pouco mais de um ano após ter voltado ao topo do pódio, no GP da Espanha de 2012. Basta que Pastor Maldonado ou Valtteri Bottas não pontue em Mônaco, neste fim de semana. A situação remete a 2011, quando o mesmo Pastor e Rubens Barrichello sofreram na condução do FW33. A situação atual da Williams entristece a jovem dirigente britânica.
Claire Williams está triste com situação da eqiupe, mas garante que não vai se render até colocá-la de volta ao topo da F1 (Foto: Getty Images)

“Dói de verdade. Perder é doloroso. O início de temporada não tem sido o desejado, pensávamos que tínhamos feito progressos, mas agora estamos estudando o que nos fez regredir no inverno, já que não podemos avançar até entender o que deu errado”, declarou Claire em entrevista ao site oficial da F1.

“Ainda temos um longo caminho pela frente antes de voltarmos regularmente ao Q3 e aos pontos. Agora estamos resolvendo o problema, mas não será rápido. Quanto tempo? Não posso dizer, e acredito que gerar expectativas seria perigoso. Temos trabalho para fazer, mas já sabemos onde está o problema”, assegurou a herdeira de Frank Williams.

Questionada se a saída de Toto Wolff como diretor-executivo influenciou na queda de desempenho da Williams, Claire negou. “Toto não tinha que liderar a equipe, o plano não era este. Tínhamos uma vaga e Toto já fazia parte da equipe ao diretor-executivo, então o natural era que ele assumisse esse papel.”

“Assumir o posto de Frank nunca foi o plano. Ainda agora ele é acionista e seria ótimo se ele quisesse permanecer como acionista, mas acredito que ele tem outras responsabilidades”, reconheceu ao falar sobre o atual todo-poderoso da Mercedes. Nesta temporada, Wolff acumula os cargos de diretor-executivo — com a saída de Nick Fry — e também de diretor-esportivo, substituindo Norbert Haug.

Claire também falou sobre seus desafios futuros à frente da equipe do pai e garantiu que não vai desistir até ver os carros construídos em Grove novamente no topo da F1. “A economia é o mais importante, gerar mais receitas que no ano passado. Isso é muito importante: quanto mais dinheiro nós conseguimos trazer, melhor carro nós teremos. Em segundo, garantir que a equipe esteja na melhor posição política possível e, em terceiro e provavelmente o mais importante, os resultados. Estar no topo do grid e lutar por títulos. Não vou me render até que voltemos”, concluiu.
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