Alonso despista sobre futuro, nega ultimato à Honda e diz que pode até seguir na McLaren “por um, dois ou cinco anos”

Piloto espanhol mais uma vez nega ter dito à equipe que não permanecerá na McLaren em caso de manutenção da fornecedora de motores. Em entrevista ao AS surpreendeu, inclusive, dizendo que pode renovar por algumas temporadas com sua atual escuderia

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Não que Fernando Alonso não goste de falar do assunto; ele não foge de perguntas sobre o motor Honda, o principal motivo para a péssima temporada da McLaren. Mas é curioso que, no mesmo dia em que perde 35 posições no grid por mais uma troca de motor em seu carro, o piloto espanhol negue novamente que tenha dado ultimato à sua equipe sobre a fornecedora.

Em entrevista ao jornal 'AS', Alonso mais uma vez negou que para renovar contrato com a McLaren tenha exigido a saída da Honda. Mais do que isso, surpreendeu sobre o tempo que pode permanecer: "Absolutamente falso. Li isso essa semana, mas é falso. Não tomei nenhuma decisão sobre meu futuro. Nunca se sabe, pode acontecer algo parecido com a Ferrari de 2014/2015, que deu um grande passo com o motor. Se (a Honda) conseguir ir na direção correta, os resultados se mostram rapidamente.É algo que devo entender, quais são os próximos passos, eles já têm a experiência dos últimos três anos. Se continuarei aqui se fizerem um bom motor? Veremos.”

“Posso renovar com a McLaren por um, dois… Ou cinco anos. Não sei quanto tempo ainda durarei na F1. Me sinto melhor do que nunca, mais competitivo do que nunca e posso seguir pilotando este carro em alto nível. Quem sabe, tenho que ter um companheiro mais rápido que eu (parar sair da categoria)”, completou.

Fernando Alonso (Foto: McLaren)

O espanhol também abordou uma possível volta para a Renault, com a qual conquistou dois títulos mundiais, em 2005 e 2006. E admirou a sinceridade da equipe, que assumiu que não tem condições de fornecer um carro que o coloque para brigar com os melhores do grid.

“A Renault já me disse que não estará próximo no próximo ano, que bom que são honestos. Sempre estarão em meu coração. Em termos competitivos, porém, já disseram que não estarão em uma boa posição ano que vem", afirmou, descartando uma volta à equipe.

Curiosamente, o tom foi mais elogioso à McLaren do que à Renault. Em raro momento em que deixou as críticas ao péssimo ano para trás, disse ver a equipe em crescimento. “Temos os ingredientes para sermos campeões. A equipe melhorou muito nos últimos três anos”, afirmou.

Neste caso, os elogios podem ser a preparação do terreno para a renovação de contrato: “Vamos ver o que dizem sobre o ano que vem e, depois, tomarei uma decisão", concluiu.

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