DTM
04/05/2018 05:15

Farfus espera temporada de equilíbrio total e vê grande chance de “internacionalização” do DTM

Augusto Farfus parte para a sétima temporada no DTM com a BMW. Um dos grandes nomes da categoria, o brasileiro aposta na internacionalização do campeonato pela sobrevivência nos próximos anos
Warm Up / GABRIEL CURTY,  de São Paulo
 Augusto Farfus (Foto: BMW)

Augusto Farfus é um dos principais nomes do grid do DTM com a BMW. Com grande história na categoria de turismo alemã, o brasileiro de 34 anos parte para o sétimo ano no campeonato, em uma temporada que promete ser de equilíbrio extremo entre as três montadoras - Audi e Mercedes, além da BMW - por conta de um regulamento que igualou os carros.
 
Desta forma, a Audi perde toda a gigantesca vantagem que construiu em 2017. No ano passado, a marca dominou completamente o campeonato, monopolizando a disputa pelo título entre seus pilotos e consagrando o alemão René Rast campeão.
 
Em entrevista exclusiva ao GRANDE PRÊMIO, Farfus, que também fará a Super Season 2018/19 do WEC, explica as novidades do regulamento, fala das expectativas para a temporada e, mais além, projeta o futuro da categoria no cenário internacional, impulsionada pela saída da Mercedes ao final do campeonato de 2018.
 
"Os carros se tornaram muito parecidos esse ano. Até 2017 era só a geometria dos carros igual, toda aerodinâmica era livre, mas agora ela é igual para todos. Isso nos ajudou e prejudicou, tirou a vantagem da Audi. Já na pré-temporada vimos BMW e Mercedes bem mais competitivas, o campeonato vai ser bem disputado, estamos muito na briga. E isso tudo também passa por uma visão do DTM para se adequar à realidade do Super GT" explicou o paranaense.
Augusto Farfus vai para o sétimo ano no DTM com a BMW (Foto: BMW)
Sobre a chance do DTM se juntar ao Super GT, Farfus explicou que a padronização dos carros foi um passo vital para que as conversas voltem a ganhar força. 
 
"A gente sabe da possibilidade de correr junto com eles e, sinceramente, até ano passado isso era impossível com tantas diferenças nos regulamentos. Nós vimos quando eles foram para Hockenheim e nós visitamos o Japão. Apesar de muitas semelhanças, também tinham muitas diferenças. Agora, tudo mudou", comentou.
 
Aliás, o curitibano acredita que seja mesmo esse o futuro do DTM. Para Augusto, ou a categoria faz isso, ou muda radicalmente para um cenário exclusivamente nacional.
Augusto Farfus falou do futuro do DTM (Foto: BMW)
"O alarme que a Mercedes soltou ao dizer que deixaria a categoria acabou sendo muito bom, o DTM precisava se mexer. Só vejo duas possibilidades agora: a primeira é internacionalizar e correr com Super GT e a segunda é virar uma espécie de Stock Car alemã, voltada totalmente para o público alemão, uma coisa mais nacional. Se me perguntar, direi que a maior chance, ao meu ver, é que fique internacional", seguiu.
 
Apesar do crescimento da Fórmula E e da entrada da própria BMW na categoria elétrica, o paranaense não acha que a participação no DTM esteja em risco. Para Farfus, há mercado, espaço e público para as duas coisas.
Augusto Farfus estará no DTM e no WEC em 2018 (Foto: BMW)

"A BMW tem seus outros projetos, mas segue 100% focada no DTM nos próximos tempos. Claro, eu não posso falar como uma voz oficial da equipe, mas meu feeling é que segue tudo normal. Acho que são mercados e públicos diferentes, ainda há muito espaço para o 'automobilismo raiz'. A Fórmula E tem seu espaço e é natural que todo mundo procure ela, mas, hoje, o automobilismo com motor à combustão ainda tem muito público", completou.
 
A temporada 2018 do DTM começa já neste final de semana com a rodada dupla de Hockenheim. Farfus estará na prova, apesar do conflito de datas com o WEC na Bélgica. No grid, aliás, além de Rast, Mattias Ekström, Jamie Green, Marco Wittmann, Timo Glock e Lucas Auer também chegam como grandes favoritos ao título.

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